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Brasil quer vender Super Tucanos para Moçambique

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Brasília – O Brasil está na iminência de aprovar uma mensagem presidencial que doa três aeronaves de treinamento modelo Tucano para a Força Aérea de Moçambique. Por trás da negociação, estaria o compromisso daquele país em adquirir o Super Tucano, avião de ataque leve, e um simulador de manobras navais. Para tanto, Moçambique contaria com um financiamento de médio e longo prazo para a aquisição de pelo menos três aeronaves.

Em Maputo, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que “se Moçambique confirmar o interesse manifestado no passado pela compra de três aviões Super Tucano, que são relativamente caros, a possibilidade de financiar a compra existe”.

Em visita àquele país, Amorim revelou que o Brasil também pode contribuir com a infraestrutura naval de Moçambique, um programa que deve resultar no envio de uma missão em abril para analisar algumas bases navais como Pemba e Maputo.

De acordo com o ministro brasileiro, as necessidades de proteção dos recursos naturais de Moçambique são muito grandes, em referência ao iminente fortalecimento da cooperação bilateral em Defesa. Para o ministro moçambicano da Defesa, Agostinho Mondlane, o Brasil é um dos “nossos mais importantes parceiros”.

Brasil e Moçambique identificaram ainda várias áreas de cooperação em Defesa, entre elas, a formação de recursos humanos para operações de manutenção da paz, a realização de exercícios militares conjuntos, a formação de pilotos moçambicanos nas academias militares brasileiras, o intercâmbio de experiências entre os cadetes da Academia Militar de Samora Machel, em Nampula e de cadetes brasileiros, bem como a participação de instrutores brasileiros no Instituto de Estudos de Defesa de Moçambique.

Doação

Quanto à doação de três aeronaves tucanos T-27 à Força Aérea de Moçambique, o governo brasileiro assegura que “as aeronaves serão doadas em condições adequadas de uso e as etapas necessárias para a entrega serão definidas pelas respectivas forças aéreas”.

As negociações tiveram início em março de 2009 quando os dois países firmaram o Acordo de Cooperação no Domínio de Defesa, o qual se encontra em fase de ratificação pelos dois países.

De acordo com a Defesa, naquela oportunidade, o Brasil acenou com a possibilidade de doação de uma pequena quantidade de aeronaves de treinamento T-27, uma vez que a Força Aérea Brasileira (FAB) passou a dispor de aeronaves mais avançadas e capazes para o cumprimento de missões que envolvem o Controle do Espaço Aéreo, notadamente após o recebimento do AT-29 Super Tucano, com o consequente recolhimento e a distribuição dos T-27. A FAB informa ainda que a manutenção dos T-27 recolhidas implica em custos elevados para o COMAER, assim como requer significativos investimentos para colocá-las novamente em condições operacionais.

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