Relações Exteriores

Celso Amorim terá de explicar opinião sobre tropas
11/08/2011
Defesa
29/08/2011

Brasil reabre embaixada no Iraque

Brasil reabre embaixada no Iraque

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal aprovou nesta quinta-feira, 11, a indicação do novo embaixador do Brasil em Bagdá, Ánuar Nahes que comandava a representação brasileira em Doha.

As relações diplomáticas entre os dois países foram iniciadas em 1967, mas o Brasil abriu sua embaixada no Iraque em 1972 e aquele país chegou a fornecer 40% do petróleo consumido no Brasil.

Nahes lembrou que grandes empresas construtoras brasileiras tiveram no Iraque a sua “primeira grande experiência” fora do Brasil.

Segundo ele, “a Petrobras sempre teve um grande amor pelo Iraque”.

O diplomata explicou que “o Iraque foi uma criação artificial quando os britânicos juntaram três províncias que não tinham nada que ver entre si”.

Apesar dos problemas atuais, ele aposta no fortalecimento das relações bilaterais.

“No momento em que as condições de segurança melhorarem no país, os empresários brasileiros retornarão ao Iraque”, assegurou.

Com o fechamento da embaixada em Bagdá, o Brasil se relacionou com o Iraque a partir de Amã, na Jordânia.

Atualmente, 52 embaixadas estão abertas no país, das quais 26 são atuantes. “O Brasil tem que estar entre os 26”, defendeu.

Com 15 anos de experiência no mundo árabe, o diplomata afirma que o Iraque representa um potencial enorme para o Brasil (ele serviu em Damasco, Beirute e Túnis).

“O Iraque é um país rico que precisa ser reconstruído”, destacou.

Ánuar Nahes explicou que mesmo com a dominação dos Estados Unidos no Iraque, o comércio com o Brasil já chega a US$ 1 bilhão.

No entanto, o Iraque tem uma dívida de US$ 2 bilhões com o Brasil.

“Isso é nada. Logo que o Brasil começar a fortalecer suas relações isso será pago. O governo iraquiano já manifestou interesse em liquidar a dívida”, afirmou Nahes.

No momento em que o Senado discutia a indicação de Ánuar Nahes, o ex-jogador de futebol Zico era anunciado como novo treinador da seleção iraquiana.

Também a Volkswagen confirmava o envio de quatro modelos de automóveis para serem expostos numa feira a ser realizada em Bagdá.

Na década de 1970, a empresa fez sucesso com o modelo antigo do Passat fabricado no Brasil.

A comunidade brasileira no Iraque é estimada em dez pessoas.

No Brasil, vivem em caráter permanente 184 iraquianos; em caráter provisório, 16 e na condição de refugiados, 82.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *