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Brasil reforça cooperação naval com a Namíbia

Brasil reforça cooperação naval com a Namíbia

Membro da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, a Namíbia defende a desnuclearização do oceano com o objetivo de induzir o crescimento da cooperação e o intercâmbio regional, inclusive no combate ao tráfico de drogas.

Com o Brasil, a Namíbia mantém uma relação crescente desde 2003 quando o país inaugurou sua embaixada residente em Brasília. O Brasil também teve papel destacado junto à ONU nas negociações que culminaram com a emancipação do país.

É interesse da Namíbia, transformar-se em porta de entrada do Brasil para a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A cooperação naval se destaca no relacionamento bilateral. A Marinha do Brasil mantém missão naval naquele país desde 1994 e a cooperação em Defesa ocorre especialmente neste campo.

Em 1994, os dois países firmaram o Acordo Naval e em 2001, a Cooperação Naval. De acordo com o Itamaraty, as demandas namíbianas concentram-se, sobretudo, nas áreas de treinamento de pessoal, construção naval, e delineamento da plataforma continental (LEPLAC).

O Ministério das Relações Exteriores destaca que todos os postos de comando das forças navais da Namíbia receberam treinamento no Brasil.

“Uniformes, regulamentos e procedimentos adotados pela Namíbia seguem os padrões adotados pela Marinha brasileira. Os primeiros oficiais namibianos formados pela Marinha foram graduados em 1998. Desde então, 478 militares concluíram o treinamento e outros 162 encontram-se em formação”, revelou o ministério.

Além disso, o Brasil construiu um navio-patrulha de 250 toneladas e quatro lanças-patrulha de 45 toneladas, no valor de US$ 31,6 milhões. O primeiro navio-patrulha, construído no Ceará, foi entregue em janeiro.

Duas lanchas serão entregues em agosto e outras duas em setembro de 2010.

Em 2005, o Brasil doou uma embarcação às Forças de Defesa da Namíbia. O navio foi reformado por US$ 450 mil e a tripulação também recebeu treinamento da Marinha.

A Namíbia também conta com o apoio do Brasil para ampliar sua plataforma continental e assim poder explorar reservas de gás natural.

O comércio entre Brasil e Namíbia, cresceu 600% desde 2002, passando de US$ 3,8 milhões para US$ 23 milhões. O Brasil importa cerca de 0,2% desse total.

Empresas brasileiras estão envolvidas na construção de uma hidrelétrica no rio Cunene, entre Namíbia e Angola. O projeto está a cargo de Furnas, Eletrobrás e Odebrecht, que abriu um escritório em Windhoek.

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