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Tropas estrangeiras

Brasil rejeita explicações dos Estados Unidos

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general James Jones, esteve nesta quarta-feira, com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para explicar que o acordo militar com a Colômbia não criará problemas para os países da América do Sul.

Ouviu que o Brasil não gostou nada da iniciativa e que a proposta coloca em risco a estabilidade regional.

Além disso, teve de engolir uma bronca de Amorim com relação à proibição dos Estados Unidos da venda de 24 aviões Super Tucano, para a Venezuela, em 2006.

Para o chanceler brasileiro, a decisão norte-americana foi equivocada e serviu, entre outras coisas, para fortalecer o relacionamento militar entre Caracas e Moscou.

Nesta quinta-feira, às 15h, Lula terá encontro reservado com o presidente colombiano Álvaro Uribe, em Brasília. Uribe já esteve na Argentina, Bolívia e Peru. Por enquanto, o placar está 2 a 1 contra o acordo (apenas Alan García, outro aliado dos Estados Unidos, defendeu a proposta).

James Jones ainda tentou demover o Brasil trazendo na manga uma carta da Secretária de Estado, Hilary Clinton, assegurando total transferência de tecnologia caso o governo se decida pelo F-18 no processo de licitação de caças da Força Aérea Brasileira (FAB).

No governo brasileiro, há suspeitas de que os Estados Unidos estariam se vingando pelo acordo estratégico que o presidente Lula deve assinar em 7 de setembro com o francês Nicolás Sarkozy.

A aliança com a França prevê a compra de helicópteros, aviões e submarinos, incluindo um casco para a versão nuclear do equipamento.

O general Jones reconheceu que o assunto foi mal conduzido a exemplo do processo de reativação da 4ª frota da Marinha norte-americana, mas negou que o acordo esteja sendo elaborado em segredo.

Celso Amorim cobrou garantias dos Estados Unidos e da Colômbia, de que as sete bases militares no país vizinhos serão utilizadas exclusivamente para operações de combate ao narcotráfico.

De Caracas, o presidente Hugo Chávez afirmou que a presença de tropas estrangeiras na Colômbia pode ser o estopim para uma guerra na América do Sul.

Sentindo-se ameaçado, ele prometeu adquirir tanques da Rússia e rever o planejamento militar do país.

Preocupado com a crise na região e buscando aproximar Álvaro Uribe de Hugo Chávez, Lula tentará convencer o colombiano para que compareça à reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), a ser realizada no dia 10 de agosto em Quito, Equador.

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