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Brasil retoma acordo com Paraguai por Itaipu

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O presidente paraguaio Fernando Lugo deverá vir ao Brasil para pressionar o Congresso pela aprovação das Notas Reversais que reajustam os valores pagos pelo país pela energia recomprada de Itaipu.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), articula um encontro entre Lugo e os presidentes da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) e do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Diretores de Itaipu também devem vir à Brasília com o mesmo propósito.

Na semana passada, Hoffmann participou de encontro em Ciudad del Este, no Paraguai, sobre as relações entre os dois países.

Foram discutidos temas como políticas de integração regional, cidadania, investimentos agrícolas e controle migratório.

Segundo ela, “o governo brasileiro tem interesse em aprimorar programas já existentes e fazer novos investimentos em recursos específicos para a região da Tríplice Fronteira”.

Gleisi Hoffmann explicou que parte dos recursos serão utilizados pelo Paraguai em obras de infra-estrutura que beneficiarão os mais de 300 mil brasileiros que vivem no país.

“O Brasil está crescendo, tem a responsabilidade de assumir a liderança no Mercosul e tem que exercer solidariedade com os seus vizinhos”, afirmou.

De acordo com a senadora, um dos projetos em andamento é o Grupo de Trabalho Saúde na Fronteira, desenvolvido por Itaipu em conjunto com os ministérios da Saúde do Brasil e do Paraguai.

O programa envolve 31 municípios brasileiros e sete paraguaios. No total, mais de um milhão de pessoas são beneficiadas.

Oposição

No final de fevereiro, o Democratas discutiu a revisão do Tratado de Itaipu com o Subsecretário Geral da América do Sul, do ministério de Relações Exteriores, embaixador Antônio Simões.

O partido entende que o Brasil não pode fazer caridade com dinheiro público e reclama do aumento dos repasses ao Paraguai.

Pela proposta em tramitação na Câmara dos Deputados, o Brasil passará a pagar R$ 360 milhões anuais. Atualmente, são pagos R$ 120 milhões.

A oposição afirma que o reajuste dará ao Paraguai, R$ 6 bilhões até 2023 quando o país vizinho será dono da metade da usina.

Para Gleisi Hoffmann, “não adianta ser um país rico rodeado por nações pobres”.

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