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Integração Regional

28 de janeiro de 2015
por: InfoRel

Marcelo Rech, especial de San José, Costa Rica



A presidente Dilma Rousseff foi a última Chefe de Estado a chegar para a III Cúpula da CELAC e em seu discurso na tarde desta quarta-feira, 28, saudou as negociações entre Cuba e os Estados Unidos pela normalização das relações bilaterais, mas cobrou o fim do embargo econômico norte-americano à Ilha.



De acordo com a presidente, “recentemente, presenciamos um fato de transcendência histórica: o anúncio da normalização das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos. Assim, começa a se retirar de cena o último resquício da Guerra Fria em nossa região”.



Na sua avaliação, este processo tem início em 2008 quando a CELAC começava a ser desenhada na Costa do Sauípe, Bahia. O mecanismo, uma iniciativa do Brasil, Cuba e Venezuela, serviria para retirar Havana do isolamento político regional e esvaziar a Organização dos Estados Americanos (OEA), muito criticada por seu suposto alinhamento com Washington.



“Não tenho dúvidas de que a CELAC tem sido um catalisador desse processo”, afirmou a presidente, para quem, “foram necessários coragem e sentido de responsabilidade histórica por parte dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama, para dar esse importante passo”, afirmou.



Por outro lado, Dilma Rousseff recordou que o bloqueio contra Cuba continua de pé. “Não podemos esquecer de que o embargo econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos a Cuba ainda continua em vigor. Essa medida coercitiva, sem amparo no Direito Internacional, que afeta o bem-estar do povo cubano e prejudica o desenvolvimento do país deve também ser superada”, destacou.



A presidente revelou que o Brasil, ao financiar as obras de construção do Porto de Mariel em Cuba, “atuou em prol de uma integração abrangente”.



Em janeiro do ano passado, a presidente anunciou em Havana, um aporte de US$ 290 milhões para as obras. O Brasil, por meio do BNDES, já havia desembolsado US$ 682 milhões ou dois terços do total necessário para a construção do porto, orçado em US$ 957 milhões.



Na oportunidade, ela afirmou que “o Brasil quer se tornar parceiro econômico de primeira ordem de Cuba”. O contrato firmado entre Brasil e Cuba foi classificado como secreto por Brasília.



Fórum Empresarial da CELAC



O Brasil propôs ainda a criação do Fórum Empresarial da CELAC com a participação dos governos e das empresas. De acordo com a presidente Dilma Rousseff, “seu objetivo será desenvolver o comércio, aproveitando as oportunidades diversificadas que nossas economias oferecem e estimular a integração produtiva no espaço CELAC, promovendo nossas relações com o resto do mundo”.



Ela afirmou ainda que o Brasil valoriza o papel da CELAC como área de cooperação “e de acordo e esse será mais um passo nessa valorização”.



Dilma Rousseff destacou ainda a realização, em novembro do ano passado, da I Reunião Ministerial sobre Agricultura Familiar, em Brasília. 


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