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13/12/2007
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13/12/2007

Brasil tem novo comando no Haiti e batalhão deve r

Brasil tem novo comando no Haiti e batalhão deve receber reforço

O Ministério da Defesa informou nesta quinta-feira que cerca de 100 soldados da área de engenharia podem reforçar a missão militar do Brasil no Haiticom o objetivo de reformar escolas, hospitais e abrir estradas. A informação foi confirmada pelo Almirante Marcos Martins Torres, chefe do Estado-Maior de Defesa.

No entanto, ele afirmou que o envio de novos contingentes ao Haiti está condicionada a aprovação do Congresso Nacional.

Foi o governo haitiano quem pediu o aumento do efetivo da Minustah, o que foi discutido em setembro em Porto Príncipe, pelos ministros das Defesa dos países que integram a missão.

De acordo com o militar, ao reforçar o batalhão de engenharia, a Minustah não vai reduzir a participação das tropas de infantaria. Segundo ele, “a delinqüência não está neutralizada, é preciso que haja uma permanência duradoura das tropas de infantaria no país”.

Marcos Torres destacou que as tropas brasileiras contam com o apoio dos haitianos justamente porque houve diminuição da delinqüência e da violência no país.

A exemplo do que já dizia o ex-comandante da Minustah e atual chefe do Comando Militar da Amazônia, general Augusto Heleno, para que esse processo seja consolidado é preciso que as obras de infra-estrutura e assistência à população, sejam aprofundadas.

Novo comando

Com a passagem de comando, o coronel Luiz Guilherme Paul Cruz assumiu a chefia do Batalhão de Infantaria, enquanto o Coronel Riyuzo Ikeda passou a ser o comandante da Companhia de Engenharia. Eles vão ocupar os postos dos coronéis Júlio César de Sales e Antônio César Alves Rocha.

O Coronel Luiz Guilherme Paul Cruz possui o curso de Mestrado em Relações Internacionais da UnB e MBA em Gerenciamento de Projeto pela Fundação Getúlio Vargas. Já o Coronel Riyuzo Ikeda supervisionou uma missão da OEA na América Central e comandou o Centro de Preparação de Oficiais de Reserva, em Recife.

O embaixador brasileiro no país, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, que está deixando o posto, reconheceu as dificuldades encontradas pelas tropas no início da missão.

Segundo ele, “no início, a população era desconfiada. Isso é natural. Nenhum país gosta de estrangeiros ocupando seu território. Com o passar do tempo, grande parte da população reconheceu que a presença da missão da ONU contribuiu para pacificar o país”, lembrou.

O embaixador destacou que as relações entre os dois países, nos campos econômico e social, têm grande potencial para crescimento.

Na sua opinião, “é preciso que empresários brasileiros disputem as obras de construção que surgem por meio de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial”.

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