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Brasil teme calote do Equador em crise com empreit

Brasil teme calote do Equador em crise com empreiteira

O governo brasileiro acompanha com preocupação a crise entre o Equador e a construtora Odebrecht, responsável pela construção da hidrelétrica de San Francisco, que gera 10% da energia consumida naquele país.

O presidente equatoriano Rafael Correa ameaça não pagar o empréstimo de US$ 242,9 milhões tomados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e destinados à obra.

No entanto, o governo do Equador garante que não há decisão sobre a expulsão da Odebrecht.

Confusão

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, afirma que o BNDES não emprestou ao Equador e sim à empresa brasileira. O BNDES, por sua vez, informou que o empréstimo foi concedido à estatal equatoriana Hidropastaza. A Odebrecht garante que não tem qualquer compromisso com o banco.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, garante que a Odebrecht está disposta a reconhecer seus erros e reparar as falhas na usina que ficará parada por cerca de três meses.

A empresa informou que pretende reparar a usina e arcar com os custos das obras de US$ 25 milhões, mas não aceita pagar outros US$ 43 milhões como compensação pelo período em que a usina ficará paralisada.

A empresa mantém outros quatro contratos no Equador que totalizam US$ 650 milhões para a construção de duas usinas hidrelétricas, um aeroporto regional e um projeto de irrigação. O executivo equatoriano encontrou irregularidades em todos os projetos tocados pela Odebrecht.

Na última terça-feira, 23, Rafael Correa determinou a suspensão das atividades da Odebrecht no Equador e enviou militares para os escritórios e canteiros de obras da empresa. Quatro de seus executivos foram proibidos de deixar o país.

A usina de San Francisco foi entregue em julho do ano passado e em junho apresentou problemas que obrigaram os técnicos a encerrarem as operações.

Por contrato, a responsabilidade pela suspensão no fornecimento de energia é definida em arbitragem da Câmara de Comércio Internacional.

O governo brasileiro acredita que o presidente Rafael Correa tenha criado um fato para consolidar o apoio da população ao referendo constitucional que ocorre neste domingo no país.

De acordo com o BNDES, o banco financia obras na Venezuela (US$ 306 milhões), Equador (US$ 305 milhões), Paraguai (US$ 77 milhões), Chile (US$ 338 milhões), Uruguai (US$ 10 milhões), e Argentina (US$ 1, 124 bilhão).

Na próxima quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, do Senado Federal, deve se reunir para discutir a crise. Políticos de oposição saíram em defesa da Odebrecht e querem criar salvaguardas para os investimentos brasileiros feitos no exterior.

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