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Brasil terá militares na missão de paz da ONU no L

Brasil terá militares na missão de paz da ONU no Líbano

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou nesta quarta-feira que o Brasil terá ao menos um representante militar na Força de Paz Interina das Nações Unidas para o Líbano (Unifil).

Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a negociação entre o ministério da Defesa e o Departamento de Operações de Manutenção da Paz da ONU, quando serão definidos os termos da participação brasileira na missão.

Nelson Jobim explicou que, inicialmente, o envolvimento brasileiro não se dará nos moldes da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), onde o Brasil mantém 1.137 militares.

O representante brasileiro na Unifil, atuará como os demais nas outras dez missões de paz que o Brasil integra, apenas com a presença de observadores.

“Não se trata do envio de forças. Vamos participar da missão, mas iremos iniciar com a participação de alguém ligado à Marinha”, disse.

A participação de um observador na Unifil não exige aprovação do Congresso Nacional.

O ministro descartou o envio de navios para o Líbano.

“Os navios que nós temos não são suficientes sequer para atender às nossas necessidades”, explicou.

A Unifil foi criada em 1978 com o objetivo de permitir à ONU acompanhar a retirada das tropas israelenses do Líbano.

Os militares da missão também participam na restauração da paz e da segurança na região e prestam assistência ao governo libanês.

Após a crise de julho de 2006, quando o exército libanês e a milícia islâmica sunita Fatah al-Islam se enfrentaram, deixando um saldo de dezenas de mortes, o Conselho de Segurança da ONU também delegou à missão a tarefa de supervisionar as medidas para o fim das hostilidades.

Em nota, o ministério da Defesa destacou que o aumento da participação brasileira em missões de paz está prevista na Política Nacional de Defesa, que antecedeu a Estratégia Nacional de Defesa.

O MD destaca que as missões no exterior contribuem com a capacitação e o aprimoramento dos militares, além de projetar a imagem do Brasil junto à comunidade internacional.

Essa “imagem positiva”, por sua vez, contribui com a campanha brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

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