Relações Exteriores

Comércio Exterior
03/02/2010
Parentes de militares mortos terão benefício
03/02/2010

Brasil terá pacote de projetos para o Haiti

Brasil terá pacote de projetos para o Haiti

No dia 25, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desembarca em Porto Príncipe e deve anunciar um pacote de ajuda do Brasil à reconstrução do Haiti.

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República analisa os projetos que serão implementados, mas de acordo com o general Jorge Armando Félix, todas as propostas terão de contar com o apoio do governo haitiano e o respaldo das Nações Unidas.

Para o governo brasileiro, a prioridade deve ser a geração de empregos. Antes do terremoto do dia 12, 80% dos haitianos estavam desempregados.

Para o embaixador Antônio Simões, subsecretário-geral para a América Latina, do ministério das Relações Exteriores, “a prioridade é de criação de frentes de trabalho capazes de mobilizar a população, gerar renda e, ao mesmo tempo, começar a reconstruir pequenas coisas que façam com que a vida dessas pessoas comece a voltar ao normal”.

Um dos projetos prioritários diz respeito à coleta e reciclagem do lixo. O projeto  que era executado será ampliado para atender pelo menos 150 mil pessoas.

O Brasil pretende investir ainda na agricultura haitiana e na construção de casas populares de baixo custo que podem ser erguidas em menos tempo.

Através do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), serão implementados projetos de formação e qualificação de mão de obra.

Por enquanto, o governo não sabe quanto vai gastar com o pacote, mas alguns projetos poderão ser desenvolvidos em parceria com outros países e instituições internacionais.

Unasul

No próximo dia 9, a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), reúne os chefes de Estado para uma reunião sobre a reconstrução do Haiti.

Foram confirmadas as presenças dos presidentes Evo Morales, da Bolívia, Álvaro Uribe, da Colômbia, Fernando Lugo, do Paraguai, Alan García, do Peru, e Hugo Chávez, da Venezuela.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Equador, Ricardo Patiño, destacou que a Unasul tem, entre suas funções, apoiar os países da América Latina.

“Queremos que a ajuda ao povo do Haiti sirva também para fortalecer as instituições do governo. Muitos funcionários já não estão mais lá e há dados que não existem mais”, afirmou.

Ele explicou que o governo do Equador negocia com as embaixadas da Argentina, Brasil, Chile, Guiana, Suriname e Uruguai, formas de ajudar o Haiti.

O Equador, por exemplo, pretende regularizar a situação de 450 imigrantes haitianos que vivem no país.

De acordo com o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, mais de 200 mil haitianos morreram em decorrência do terremoto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *