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Brasil vai financiar porto em Cuba

Brasil vai financiar porto em Cuba

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, anunciou nesta quinta-feira, que o Brasil vai financiar as obras de modernização do porto cubano de Mariel, distante 45 km de Havana.

Ele explicou que serão aplicados US$ 300 milhões que já haviam sido liberados pelo governo brasileiro para obras viárias em Cuba. Os recursos serão remanejados para o porto atendendo um pedido feito pelo governo cubano.

Segundo Miguel Jorge, Cuba se insere de maneira muito forte na estratégia brasileira de aproximação com os países do Caribe, América Latina e África e destacou as oportunidades de aumento do comércio bilateral.

Além da visita à cidade de Mariel, Miguel Jorge foi recebido pelos ministros da Informática e das Comunicações, Ramiro Valdés; da Indústria Alimentícia, María del Carmen Concepción González; e de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente, José Miyar Barruecos.

A delegação chefiada pelo ministro foi composta pelo presidente da ABDI, Reginaldo Arcuri, e por representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e de 14 empresas brasileiras das áreas de energia, construção, alimentação, siderurgia e medicamentos.

Análise da Notícia

Desde que assumiu pela primeira vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que sua política externa seria pro-ativa e integracionista.

Com isso, o país logrou um protagonismo importante no cenário internacional.

Dívidas foram perdoadas, acordos para empresas brasileiras atuarem no exterior, foram firmados e recursos públicos direcionados em socorro à emergências, como quando Cuba foi atingida por furacões no ano passado.

No entanto, há sempre uma dúvida permeando as mentes mais reflexivas deste país.

Os micro e pequenos empresários enfrentam verdadeiras batalhas para poder manter seus negócios. Além da indecente carga tributária, são submetidos à burocracia que impede a concessão de crédito e financiamento.

E estamos falando de empresas que geram riquezas e postos de trabalho, no Brasil.

Por outro lado, liberar US$ 300 milhões para Cuba ocorre quase que num passe de mágica.

Aqui, nossas estradas estão sucumbido.

Pagamos impostos que nunca retornam em serviços prestados.

Convivemos com uma máquina estatal que direciona recursos de acordo com interesses políticos, e ainda ouvimos que não se tem dinheiro para isso ou aquilo.

Se analisarmos ainda mais detidamente o conteúdo desta informação, vamos ver que a infra-estrutura cubana será recuperada com o nosso dinheiro enquanto os nossos portos e a nossa infra-estrutura ficam na propaganda e no marketing de um PAC que é mais ficção que realidade.

Nada contra ajudar países irmãos, mas é muito complicado entender e aceitar isso quando aqui, ainda vivemos uma realidade terceiro-mundista.

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