Relações Exteriores

Haiti
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Brasil vai mandar mais 1.300 militares ao Haiti

Brasil vai mandar mais 1.300 militares ao Haiti

O governo brasileiro deve enviar mais 1.300 militares para as forças de paz das Nações Unidas no Haiti.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negocia com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a votação de um projeto de decreto legislativo solicitando a autorização parlamentar para o país aumentar sua presença na Minustah.

Sarney deve convocar reunião com os 24 parlamentares que integram a Comissão Representativa durante o recesso, para a próxima segunda-feira, 25, às 15h.

Jobim explicou que inicialmente seriam 900 militares, sendo 750 de infantaria e 150 da polícia do Exército. Este foi o número de militares solicitados pela ONU.

De acordo com o ministério da Defesa, Jobim assinou a Exposição de Motivos na tarde desta quarta-feira.

Dos 1.300 militares que serão enviados, 750 são de infantaria, entre eles 90 Fuzileiros Navais, e 150 da Polícia do Exército.

A exemplo do que já havia adiantado o Comandante do Exército, general Enzo Peri, a prioridade é enviar militares que já serviram no Haiti.

“Consideramos que a elevação do contingente brasileiro deve ser significativa para que o Brasil possa reforçar sua atuação no terreno e manter participação decisiva no esforço de assistência ao Haiti”, diz o ministro na Exposição de Motivos encaminhada à Casa Civil.

O documento assinado também pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, segue ainda nesta semana para o Congresso.

Em Porto Príncipe, o general Floriano Peixoto que comanda as tropas da ONU, afirmou que ainda não decidiu sobre a necessidade de aumentar o contingente da Minustah.

Ele explicou que os Estados Unidos e o Canadá vão auxiliar apenas nas operações de ajuda humanitária e não integrarão o efetivo das Nações Unidas.

No início da semana, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o aumento do contingente da missão para 12 mil militares.

Nesta quarta-feira, 130 militares brasileiros e 30 paraguaios que integram o 12º contingente e que já deveriam estar no Haiti, embarcaram do Rio de Janeiro para a capital haitiana.

O Brasil também deve liberar mais dinheiro para a reconstrução do Haiti.

Na tarde desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Lula recebeu as condolências pela morte dos brasileiros no Haiti.

Os dois conversaram ainda sobre a conferência dos países amigos do Haiti que será realizada na próxima segunda-feira em Montreal, no Canadá.

Recentemente, o presidente brasileiro reclamou das doações feitas pelos países ricos à reconstrução do Haiti.

A ONU pediu UR$ 500 milhões, mas estimam-se em US$ 10 bilhões os recursos necessários para as obras de recuperação do país.

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