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Minustah

Brasil vai manter tropas no Haiti com apoio de René Préval

O presidente eleito do Haiti, René Préval, esteve no Brasil na última sexta-feira e voltou atrás em relação ao que pregara durante a campanha eleitoral no país.

Ao contrário do que afirmara em Porto Príncipe, Préval defendeu a manutenção das tropas militares da ONU no país. Lula deixou claro que as tropas brasileiras permanecem no Haiti enquanto Préval julgar necessário.

René Préval afirmou na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, descartou que o seu país vá constituir um Exército para garantir a defesa do Haiti. As Forças Armadas foram extintas no país na década de 90. Desde então, segurança pública e Defesa são responsabilidades da Polícia Nacional do Haiti.

Préval agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo apoio brasileiro no restabelecimento da democracia no país. Segundo ele, ”o Exército [brasileiro] tem tido um papel importante. Nosso país está vivendo um momento crítico, mas esperamos que todas as discussões democráticas sejam restabelecidas de pronto”.

Ele defendeu a permanência dos soldados brasileiros na missão de paz das Nações Unidas [ONU]. Na sua opinião, sem a Minustah, o Haiti poderia viver uma situação crítica. Préval apelou aos deputados e senadores para que mantenham o apoio às tropas brasileiras.

O Congresso deverá analisar em breve, proposta que pede a retirada das tropas do Haiti. Na avaliação de vários parlamentares, a Minustah só se justifica até a posse do novo presidente. A partir daí, passaria a atuar como tropa de ocupação.

Préval também veio em busca de apoio para a recuperação da infra-estrutura e do subsolo haitiano. O presidente visitou a Embrapa, empresa que deverá cooperar para que o Haiti recupere sua capacidade agrícola.

O senador Saturnino Braga [PT-RJ], presidente da CREDN, afirmou que ”o Brasil é uma nação que deseja ser uma das mais fortes na paz, no direito internacional, na justiça. Encaramos a missão de paz no Haiti com essas características. Uma missão de paz, democracia, cooperação e justiça. Nos orgulhamos disso e temos certeza que a nossa tropa e diplomacia terão êxito.”

Minustah

Para o Comandante da Minustha, o general brasileiro José Elito Carvalho Siqueira, a Missão de Estabilização da ONU no Haiti deverá permanecer no país por mais dois ou três anos.

Na sua opinião, apesar das eleições, ainda é visível a instabilidade no Haiti. Ele não acredita que as tropas deixarão o caribe no curto prazo.

“Pode haver troca de países, o que é natural, mas ainda há muito a ser feito e leva tempo para que a força policial do país esteja reestruturada e preparada para assumir o controle da segurança”, afirmou o militar.

Para o general, as tropas brasileiras devem parmanecer no Haiti até o fim do mandato da ONU para a missão. Ele fica no comando até 15 de janeiro de 2007. José Elito Siqueira também considera ideal o atual efetivo da Minustah, próximo dos oito mil homens.

Apesar de comandar militares de países sul-americanos, europeus, asiáticos e africanos, o general esclareceu que não existem dificuldades de comando e que todas as tropas estão preparadas para atuar no Haiti.

A posse do presidente eleito, René Préval, foi adiada para a segunda quinzena de abril.

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