Brasília, 14 de novembro de 2018 - 05h54

Brasil vai receber 100 refugiados palestinos

20 de junho de 2007
por: InfoRel
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), informaram nesta quarta-feira, Dia Mundial do Refugiado, que o Brasil vai acolher cerca de 100 palestinos, và­timas do conflito sectário no Iraque, como refugiados.

Esse contingente vive num campo de refugiados na Jordânia, desde 2003. A decisão do Conare, tomada em 25 de maio, considerou os aspectos humanitários que envolvem os palestinos.

Esses refugiados estão no campo Ruweished e serão beneficiados pelo Programa de Reassentamento Solidário, implementado pelo governo federal com o apoio do ACNUR e de organizações não-governamentais.

Caberá à  agência das Nações Unidas, adotar as medidas necessárias para trazer os palestinos ao Brasil, como a autorização do governo jordaniano para que os refugiados deixem Ruweished, os documentos de viagem e a realização de exames médicos de rotina.

Segundo o representante do ACNUR no Brasil, Luis Varese, “estamos aprendendo com experiências bem-sucedidas de outros paà­ses que receberam outros refugiados palestinos. Trabalhamos com seres humanos traumatizados, que terão do governo brasileiro a proteção efetiva e necessária para reconstruir suas vidas”.

Os palestinos que vivem em Ruweished, abandonou o paà­s após a queda de Saddam Hussein, em 2003 e tornaram-se và­timas de prisões arbitrárias, desaparecimentos e torturas por parte de milà­cias armadas.

O ACNUR informou que muitos conseguiram fugir para a Jordânia e Sà­ria, onde foram abrigados em campos na fronteira com o Iraque. Atualmente, cerca de 15 mil palestinos ainda vivem no Iraque e pelo menos 186 foram assassinados nos últimos anos.

O presidente do Conare e Secretário-Executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou que, “no Brasil, ninguém irá discriminá-los por sua fé, origem ou forma de vida. Mas é preciso informar sobre as dificuldades do mercado de trabalho e a realidade brasileira”. Ele adiantou que os refugiados receberão das ONGs para sua integração no paà­s.

Os palestinos devem chegar ao Brasil até setembro e serão reassentados em diferentes cidades do paà­s. Será o maior grupo de refugiados recebido de uma só vez pelo programa brasileiro de reassentamento.

“Entre os grupos và­timas do conflito no Iraque, os palestinos são os mais vulneráveis, já que literalmente não têm uma pátria e, em muitos casos, sequer documentos de viagem. O ACNUR vem pedindo à  comunidade internacional que ajude essas pessoas, e a decisão do Brasil é uma resposta humanitária concreta a esse apelo”, explicou Luis Varese. Entre os paà­ses que já reassentaram refugiados palestinos vindos do Iraque estão o Canadá, a Suécia e a Irlanda.

Refugiados no Brasil

A coordenadora-geral do Conare, Nara Conceição da Silva, informou que o Brasil protege cerca de 3.400 refugiados reconhecidos, provenientes de 69 nacionalidades diferentes. Pelo menos 78% deles são de origem africana, e os angolanos formam a maior população, com 1.684 pessoas.

O Conare também está preocupado com o conflito na Colômbia que, segundo o órgão, “começa a se pronunciar” no Brasil. Aproximadamente 452 refugiados colombianos vivem no paà­s, mas esse número poderia chegar aos 17 mil se os colombianos que fogem do conflito com as guerrilhas, pedisse o refúgio formalmente.

O ACNUR acredita que pelo menos 250 mil colombianos fugiram em direção ao Equador e que outros 100 tenham cruzado a fronteira com a Venezuela.

De acordo com Luis Varese, o ACNUR não trabalha com o cenário de um grande fluxo de colombianos no Brasil, mas a agência realiza um trabalho de prevenção na região amazônica e para estar preparada caso haja um fluxo maior de colombianos em busca de refúgio no Brasil.

Segundo Varese, “existem colombianos na região que são da nossa preocupação, mas não estão reconhecidos como refugiados”.

O Programa de Reassentamento Solidário existe no Brasil desde 2004 e atualmente beneficia cerca de 200 refugiados, a maioria colombiana.

O reassentamento é uma medida de proteção que oferece um ambiente mais seguro para os refugiados que continuam enfrentando ameaças, perseguições e problemas de integração no paà­s de refúgio.

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