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Minustah

Brasil vai reduzir contingente militar no Haiti

Brasília – Em visita ao Haiti nesta quarta-feira, 1º, a presidente Dilma Rousseff confirmou que o Brasil irá iniciar a redução do seu contingente militar que integra a missão das Nações Unidas naquele país.

Ela destacou o papel do Brasil na reconstrução do Haiti. Segundo Dilma, “temos muito orgulho do trabalho desenvolvido pelos nossos batalhões na força da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). Quero, aqui, prestar minhas homenagens aos soldados e diplomatas vitimados pelo terremoto que assolou este país”, afirmou.

Para a presidente, o processo de redução de tropas determinado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas não pode prejudicar o avanço obtido no campo da segurança.

Neste sentido, Brasil e Haiti criaram uma comissão mista para estudar os efeitos do processo, que começa em março e deve ser encerrado em outubro.

De acordo com a ONU, a Minustah passará de 12.502 homens e mulheres para 10.600, incluídos os componentes militar e policial. Em termos militares, a redução implicará na saída de 1.600 dos 8.940 efetivos.

O ministério da Defesa informou que desse total, 288 serão retirados do contingente brasileiro, que conta com 2.189 homens e mulheres. O objetivo é retornar o contingente aos níveis existentes antes do terremoto de 12 de janeiro de 2010.

Compromisso

A presidente Dilma Rousseff explicou que a participação brasileira busca dar um novo sentido às forças de paz da ONU. Na sua avaliação, o princípio de segurança coletiva tem que combinar justiça social, desenvolvimento e respeito à soberania.

“Insistimos que uma visão mais ampla e integrada dos conflitos deve tomar lugar na agenda das Nações Unidas, mesmo quando suscitam grande preocupação no âmbito da comunidade internacional,” afirmou.

Ela destacou o trabalho de manutenção de paz realizado pelos batalhões de infantaria e o destacamento de fuzileiros navais e elogiou o esforço da companhia de engenharia no processo de reconstrução e de promoção de desenvolvimento do Haiti.

Atualmente, o Brasil mantém dois batalhões de infantaria, os Brabat I e II, uma companhia de engenharia e um destacamento dos fuzileiros navais em Porto Príncipe. Cerca de 150 haitianos prestam serviço como operários – na manutenção de viaturas, obras civis e em serviços gerais – e intérpretes.

 

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