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Brasil vota contra Venezuela na OEA e Temer oferece ajuda

Brasília – O Brasil votou contra a Venezuela em reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta quinta-feira, 23, em Washington. Caracas pretendia evitar a reunião em que o Secretário-Geral da entidade, Luis Almagro, apresentou seu informe sobre a situação político-econômica daquele país. Paralelamente, o presidente Michel Temer ofereceu ajuda humanitária à Venezuela e o envio de medicamentos depende apenas da aceitação pelo presidente Nicolás Maduro, que não reconhece o novo governo brasileiro.

Em mais um gesto nesta direção, também nesta quinta-feira, 23, o embaixador da Venezuela no Brasil, Alberto Castellar, não compareceu à cerimônia de entrega de suas cartas credenciais. Esta foi a segunda vez que Castellar ignorou o convite feito pelo Itamaraty. A primeira foi em maio depois que o Senado admitiu o processo de impeachment contra Dilma Rousseff quando ele chegou a ser convocado para consultas pelo presidente Maduro.

Michel Temer também manifestou preocupação com a situação política e econômica naquele país e afirmou que a ajuda huminatária oferecida depende apenas do presidente venezuelano para ser enviada. A ajuda oferecida, de acordo com o Planalto, considera a grave situação de desabastecimento. O ministro das Relações Exteriores, José Serra, informou que a ideia é fornecer remédios básicos, como anti-hipertensivos e contra a diarreia infantil, alguns deles produzidos em laboratórios públicos.

Segundo ele, “uns 15 medicamentos que pudéssemos doar em grande quantidade. E a ideia é fazê-lo através da associação Caritas, que é da igreja católica e tem 40 pontos de distribuição dentro da Venezuela”, afirmou. “É um país que nos preocupa muito hoje pelas nossas relações tradicionais de amizade, somos vizinhos”, disse Serra.

Ele explicou ainda que a ação está organizada pelo lado brasileiro e que espera agora a anuência do governo venezuelano. “É uma iniciativa, ao meu ver, muito importante do governo Temer e eu espero que a gente possa concretizar no curtíssimo prazo”.

O Itamaraty não comentou a decisão do Embaixador da Venezuela de não comparecer à cerimônia no Palácio do Planalto.

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