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07/12/2010
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Brasileiro é candidato à Secretaria-Geral da UNASU

Brasileiro é candidato à Secretaria-Geral da UNASUL

O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, é um dos candidatos a ocupar o lugar de Nestor Kirchner na Secretaria-Geral da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).

A informação é do presidente do Equador, Rafael Correa, que confirmou ainda os nomes de María Emma Mejía, ex-ministra das Relações Exteriores da Colômbia, e de Ali Rodríguez Araque, que foi chanceler de Hugo Chávez e Secretário-Geral da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP).

Ainda não há uma data para que a UNASUL defina o sucessor de Kirchner.

Os presidentes do bloco pretendiam eleger o Secretário-Geral durante reunião extraordinária realizada na semana passada em Mar del Plata, Argentina, onde estiveram por ocasião da Cúpula Ibero-americana.

A falta de consenso e de entusiasmo em relação aos postulantes determinou o adiantamento da decisão.

A UNASUL está em vigor desde o início de dezembro quando o Uruguai se tornou o nono país ratificador do Tratado, mas está impedida de funcionar plenamente por falta de um Secretário-Geral.

Rafael Correa lembrou que o posto foi criado para ser ocupado por um ex-presidente, mas diante da falta de opções, o bloco deverá negociar a eleição dos candidatos apresentados por Colômbia, Venezuela e Uruguai.

Marco Aurélio Garcia não é candidato do Brasil ao cargo. Seu nome foi aprovado internamente pela Frente Ampla, partido do presidente uruguaio José Mújica e submetido à UNASUL.

Antes, Garcia já havia sido confirmado no posto de assessor especial da presidente eleita Dilma Roussef.

Análise da Notícia

Marcelo Rech

A União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) é vista com enorme desconfiança na própria região.

Não se sabe ao certo o que pretende.

Para muitos, trata-se de um bloco comandado por países mais à esquerda como Bolívia, Equador e Venezuela.

Uma forma de esvaziar a Organização dos Estados Americanos (OEA), percebida como um apêndice do Departamento de Estado norte-americano.

Nestor Kirchner ascendeu à condição de Secretário-Geral do organismo com o apoio do circuito La Paz – Quito – Caracas e sem maiores objeções dos demais, exceto do Uruguai de Tabaré Vásquez que lhe impôs um veto por problemas bilaterais.

A UNASUL seria a vitrine para devolver Nestor Kirchner à presidência da Argentina.

Após muito patinar, o bloco alcançou institucionalidade depois que o Uruguai ratificou o Tratado Constitutivo, mas deixa de funcionar por falta de alguém que fale em seu nome.

Quando o cargo de Secretário-Geral fora instituído, imaginou-se que seria ocupado apenas por ex-presidentes. A UNASUL precisa de visibilidade para atingir credibilidade.

Lula desdenhou do cargo. Quer descansar e depois, algo muito maior.

Tabaré Vásquez foi vetado por Cristina Kirchner.

Michele Bachelet, já está empregada na ONU.

Álvaro Uribe, nem a Colômbia quer.

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