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BRICS discute expansão de membros do Novo Banco de Desenvolvimento

BRICS discute expansão de membros do Novo Banco de Desenvolvimento

27 de outubro de 2019 - 08:58:51
por: Marcelo Rech
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Brasília - O Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, e o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, presidiram na quinta-feira, 17, em Washington, a reunião dos ministros da Economia e presidentes dos Bancos Centrais dos países do BRICS – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

De acordo com o Ministério da Economia, a pauta do encontro incluiu três temas que são prioridade na agenda de trabalho do BRICS sob a presidência do Brasil em 2019: a expansão do número de membros do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ampliando sua atuação para além dos Brics; melhoria da efetividade do acesso ao suporte oferecido pelo NDB na preparação de projetos estruturados de investimento; e o avanço da implementação, no âmbito do BRICS, do Programa de Operadores Econômicos Autorizados (OEA), que permitirá trâmite mais célere dos fluxos de comércio entre as aduanas dos cinco países.

Os principais benefícios para as empresas exportadoras ou importadoras, a partir do programa de operadores, incluem a diminuição do tempo de entrega em transações comerciais internacionais; a redução de custos com logística, pois a aduana levaria menos tempo para realizar o despacho; menos burocracia; melhoria da competitividade dos produtos nacionais; e maior integração das empresas brasileiras com cadeias globais de valor.

Esses temas serão aprofundados durante a Cúpula do BRICS, em novembro, em Brasília. Os trabalhos do agrupamento continuarão, no próximo ano, sob a presidência da Rússia.

A comitiva brasileira em Washington também participou das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM). Os encontros reuniram ministros de Finanças, presidentes de Bancos Centrais e outras autoridades para discutir questões econômicas e financeiras de interesse internacional.