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Caças: Aeronáutica não decide nada

Caças: Aeronáutica não decide nada

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira, 9, em audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, que a decisão sobre o melhor avião de caça para a Força Aérea Brasileira (FAB), compete ao poder civil e não aos militares.

Jobim explicou que o trabalho da Aeronáutica se resume ao relatório técnico que vai embasar essa decisão, que é política.

 “A Aeronáutica não opina sobre política de defesa. Quem vai decidir é o governo a partir de uma perspectiva de desenvolvimento tecnológico e são os civis que decidem sobre a política industrial do país e não os militares”, afirmou.

De acordo com Nelson Jobim, a decisão sobre o caça a ser adquirido sai apenas em 2010, pois a Aeronáutica ainda não concluiu os relatórios técnicos sobre as propostas dos Estados Unidos (F18 Super Hornet), França (Rafale) e Suécia (Gripen).

Segundo Jobim, “a decisão é técnica quanto à operacionalidade do aparelho. Evidentemente, quem entende disso é a Força Aérea, para saber se o avião tem condições ou não tem condições. Quanto ao tipo de transferência de tecnologia e capacitação nacional, vamos verificar isso na decisão política. A decisão é política do governo”.

Ele explicou que a palavra final será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ouvir o Conselho de Defesa Nacional.

Lula e Jobim preferem o caça francês Rafale. Setores importantes da Aeronáutica têm mais simpatia pelo Gripen inclusive porque se trata de um projeto no qual o Brasil pode interferir.

O modelo norte-americano é caro e os Estados Unidos têm um histórico de não transferir tecnologia.

O ministro da Defesa criticou o abaixo assinado apresentado por um grupo de deputados que defende a escolha feita pela Aeronáutica.

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