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Comércio Exterior

Cai o intercâmbio entre Brasil e Peru por restrições comerciais

Brasília – O intercâmbio entre Brasil e Peru caiu 10,8% entre janeiro e abril deste ano por conta de restrições comerciais. As exportações peruanas para o Brasil somaram US$ 487,6 milhões no primeiro quadrimestre, valor inferior ao registrado no mesmo período de 2013. De acordo com a Associação Peruana de Exportadores (ADEX), por problemas criados pelo Brasil.

A ADEX indicou que a exportação de cobre para o mercado brasileiro diminuiu significativamente e elas representam 34% do total das exportações do Peru para o Brasil. No entanto, houve retrocesso também em setores como a pesca tradicional e não tradicional, mineração e no setor metal-mecânico.

A Gerência de Estudos Econômicos da ADEX informou que a economia brasileira atravessa momentos difíceis e que o crescimento previsto para 2,3% não ultrapassará os 1,8%, mesmo com a realização da Copa do Mundo de futebol.

Além disso, há sérios problemas de infraestrutura, baixo investimento privado e uma diminuição da competitividade e da confiança empresarial. Os peruanos reclamam ainda que o Brasil mantém medidas para-tarifárias que freiam o livre comércio com outros países. Segundo o Trade Alert das Nações Unidas, o Brasil adota 251 barreiras comerciais.

Os indicadores de consumo do Brasil também sofrem o efeito do esfriamento econômico com a crise internacional. Segundo cifras oficiais, o volume de vendas do comércio se contraiu 1,1% em março em relação ao mesmo mês de 2013.

Os peruanos afirmam que este é o segundo descenso consecutivo e preocupa porque pode ser o preâmbulo de uma contração de sua demanda internacional, o que significaria que as exportações peruanas para o Brasil serão ainda mais prejudicadas.

Cenário

Apesar da contração no primeiro quadrimestre do ano, o Brasil segue como sexto principal destino das exportações peruanas, depois da China, Estados Unidos, Suíça, Canadá e Japão. O país concentra 4% do total das exportações peruanas.

No ranking de produtos exportados para o Brasil, depois do cobre, seguem a gasolina, minérios em geral, carburadores, azeitonas, e algodão com destaque para camisetas T-shirts.

Para a ADEX, o potencial comercial entre Brasil e Peru poderia ultrapassar US$ 1 bilhão. A instituição acredita que ainda há muito para se aproveitar em relação aos subsetores químico, agropecuário, agroindustrial, mineração não metálica, siderurgia, pesca, têxtil e madeiras.

Os produtos que o Brasil mais importa do Peru não medicamentos, pneus para caminhões, polipropileno, preparações alimentícias, feijão, perfumes e preparações para maquiagem.

Com respeito à balança comercial, a ADEX informou que no primeiro quadrimestre foi negativa para o Peru em cerca de US$ 153 milhões.

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