Brasília, 15 de novembro de 2018 - 05h22

Programa Espacial

05 de abril de 2005
por: InfoRel
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Quando o Brasil firmou o acordo espacial com a Ucrânia, para viabilizar o projeto Cyclone-4, estava dando o primeiro passo concreto para ressuscitar o seu programa espacial, o único da América Latina.

Curiosamente, o acordo foi assinado no mesmo dia da tragédia com o Veà­culo Lançador de Satélites [VLS], ocorrido na Base de Lançamentos de Alcântara, em agosto de 2003.

O maior prejuà­zo, sem dúvida alguma, foram os 21 técnicos mortos na explosão. No entanto, os ucranianos mantiveram o interesse no acordo, embora a incerteza sobre o futuro do programa espacial crescesse ao longo dos dias que se sucederam à  tragédia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se em manter o programa, indenizar as famà­lias dos mortos e revitalizar Alcântara.

O sonho de consumo do ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, é transformar a Base de Alcântara num Centro Espacial nos moldes da NASA, e com um viés turà­stico que ajude a desenvolver toda a região. Nesta quarta-feira, ele terá de explicar aos deputados da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, as razões para o atraso na implementação do acordo.

A audiência foi requerida pelo deputado André Costa [PT-TJ], um jovem diplomata que servia na Ucrânia antes de assumir a vaga deixada pelo atual prefeito de Nova Iguaçu [RJ], Lindbergh Farias.

Costa está preocupado com a disposição dos ucranianos em denunciar o acordo, o que fatalmente prejudicaria todos os esforços para tornar Alcântara numa base comercial, com a celebração de acordos semelhantes com outros paà­ses.

Além do ministro, deverão comparecer ainda o embaixador do Brasil na Ucrânia, Renato Marques, o presidente da Agência Espacial Brasileira [AEB], Sérgio Gaudenzi, o presidente da Infraero, Carlos Wilson, e o comandante da Base de Alcântara, coronel-aviador Francimar Nogueira Ventura.

Para André Costa, o pior em tudo isso é que o Brasil corre o risco de perder uma parceria disposta a transferir tecnologia. Além disso, já foram investidos US$ 300 milhões na estruturação da Base de Alcântara.

Enquanto isso dorme numa gaveta da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o texto do acordo de cooperação espacial com os Estados Unidos, aprovado em 2002 com uma série de ressalvas.

Os norte-americanos estão de olho no Programa Espacial Brasileiro e desejam retomar as discussões em torno dessa cooperação, não abrindo mão do controle da Base, o que fere a soberania nacional.

Os Estados Unidos também não gostariam de ver o acordo de cooperação com a Rússia avançando. Brasil e Rússia têm mantido conversações neste sentido desde a visita do presidente Vladimir Putin, no ano passado.

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