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Câmara vota acordo de Defesa Brasil – Colômbia

Câmara vota acordo de Defesa Brasil – Colômbia

Nesta quarta-feira, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Álvaro Uribe, se encontram no Rio de Janeiro.

Ontem, Uribe esteve em Caracas com Hugo Chávez. A Colômbia está preocupada com a possibilidade dos Estados Unidos cortarem os recursos destinados à guerra contra as Farc.

Neste contexto, ganha ainda mais importância o acordo firmado com o Brasil em julho do ano passado, de cooperação em Defesa.

Após a participação do Exército brasileiro no resgate de três reféns da guerrilha, no início do ano, o governo colombiano passou a contar com o país para tentar derrotar os insurgentes.

Em março, os ministros da Defesa, Nelson Jobim e Juan Manuel Santos, conversaram a respeito em Santiago e em Brasília.

A Colômbia também pretende participar do projeto de construção e industrialização do KC-390, avião de transporte que será desenvolvido pela Embraer.

O acordo tem por objetivos: a) a cooperação nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, logística e de indústria bélica, bem como aquisição de produtos e serviços de defesa; b) compartilhamento de conhecimentos operacionais; de utilização de equipamento militar; de operações internacionais de manutenção da paz; de ciência e tecnologia; de treinamento e instrução militar e de informações.

De acordo com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, “o acordo se insere no contexto dos esforços de ambos os países em incrementar a cooperação e a coordenação no campo da Defesa, com ênfase nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico, de indústria aeronáutica, naval e terrestre”, e contribui para o “estabelecimento de novo patamar de relacionamento entre os dois países”.

Análise da Notícia

Lula e Álvaro Uribe não pertencem à mesma corrente. Divergem em praticamente tudo, mas parecem ter entendido que o conflito colombiano há muito não pertence a um único país.

Trata-se de um conflito gerado que ultrapassou as fronteiras da Colômbia.

A esquerda brasileira sempre teve uma relação estreita com a guerrilha. Um de seus porta-vozes vive em Brasília como refugiado político embora acusado de crimes hediondos como seqüestros e atentados terroristas na Colômbia.

No início do ano, Lula concordou em que o Exército participasse do resgate de três reféns das Farc. A discrição dos militares brasileiros agradou tanto ao governo como aos insurgentes.

O país ganhou credibilidade junto aos dois principais atores de uma guerra que se arrasta por quase cinco décadas.

No entanto, o Brasil ainda tolera a entrada de guerrilheiros através da fronteira comum. Tolera tanto por dificuldades operacionais como por questões ideológicas.

Fortalecer a cooperação em defesa é um dos passos fundamentais para que o discurso de Nelson Jobim ganhe praticidade e a guerrilha evite o território brasileiro.

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