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28/01/2015

Plano de Ação

CELAC aposta em Plano de Ação com metas e prazos definidos

Marcelo Rech, especial de San José, Costa Rica

Durante muito tempo, a América Latina e o Caribe padeceram das declarações políticas que, de concreto, pouco produziram. Agora, em sua terceira edição, a CELAC pretende intensificar a agenda política regional por meio de parcerias e cooperação com outros organismos e instituições para que o seu Plano de Ação 2015 – 2019 seja devidamente implementado.

O chanceler do Equador, país que assumirá a presidência pro tempore da CELAC, Ricardo Patiño, afirmou nesta terça-feira, 27, que irá trabalhar para que todas as decisões aprovadas em San José saiam do papel.

A embaixadora do Brasil na Costa Rica, Maria Dulce Silva Barros, explicou que “este foro foi criado para intensificar essas relações e eu acho que nisso ele está sendo muito bem sucedido, efetivamente, iniciativas não só de entendimento da parte política, mas também de ações concretas. Vai ser aprovado, espera-se, pelos presidentes, um plano de ação muito objetivo com metas bem traçadas”.

Na sua avaliação, a gestão costa-riquenha será marcada pela realização da I Reunião Ministerial China – CELAC, o primeiro dos diálogos extrarregionais que o bloco pretende estabelecer. O próximo será com a União Europeia na cúpula que terá lugar em Bruxelas no mês de junho.

Ricardo Patiño por sua vez, destacou que a CELAC pretende reduzir em cinco anos os índices de extrema pobreza na região, passando dos atuais 11,5% para algo próximo de 4%. No Uruguai, este índice é de 1,1%.

Além disso, aumentar de 0,78% para 1,5% os investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação e incluir pelo menos 12 universidades latino-americanas e caribenhas entre as 200 melhores do mundo – hoje, este número é de apenas quatro.

Para tanto, assegurou que a região contará com recursos da Corporação Andina de Fomento (CAF), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e com recursos dos futuros bancos do Sul e dos BRICS.

Brasil

Maria Dulce aposta ainda no incremento das relações econômicas e comerciais do Brasil com os países da América Central e do Caribe.

“Acredito que a região está se expandindo em termos de novas parcerias. Em termos comerciais, em termos de expansão dos nossos parceiros de comércio, essa região é importantíssima. E nós temos efetivamente agora com um número grande de embaixadas em praticamente todo o Caribe – na América Central temos em todos os países -, eu acho que é muito positiva a expectativa de que se intensifique essa utilização deste ambiente pacífico, uma região destituída de contenciosos armados”, afirmou.

Costa Rica

Sobre as relações bilaterais, Maria Dulce Silva Barros revelou que o presidente Luis Guillermo Solís, eleito em 2014, já manifestou a ela a importância das relações com o Brasil. Ele manteve reunião bilateral de trabalho com a presidente Dilma Rousseff na semana passada em La Paz, por ocasião da posse do presidente reeleito Evo Morales.

Além disso, Solís esteve na posse da brasileira em 1º de janeiro e participou no ano passado da reunião do quarteto da CELAC com o presidente chinês Xi Jin Ping. Ainda nos dias 8 e 9, liderou o diálogo da CELAC com a China em Pequim.

De acordo com a chancelaria costa-riquenha, com o Brasil o país buscará ampliar a cooperação técnica para aprendizado, formulação e execução de políticas de distribuição de renda e de igualdade social.

As políticas sociais na Costa Rica são conduzidas pela vice-presidente Ana Helena Chacón e a esposa do presidente, a espanhola Mercedes Peñas Domingo, uma das maiores especialistas em desenvolvimento regional da América Central.

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