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CELAC é aposta de Chávez para reaver protagonismo

CELAC é aposta de Chávez para reaver protagonismo regional

Brasília – Nos últimos meses, o presidente venezuelano Hugo Chávez perdeu o papel protagonista que detinha na região e aposta na Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos (CELAC), para reaver a liderança política na América Latina. O encontro será realizado em Caracas nos dias 2 e 3 de dezembro.

Às voltas com um câncer, Chávez tem chamado pessoalmente os presidentes da região para o encontro. Segundo ele, o encontro reunirá 33 Chefes de Estado e de Governo das Américas.

Hugo Chávez quer evitar a vergonha que o Paraguai passou recentemente com a Cúpula Ibero-Americana, ignorada pela maioria dos presidentes da região.

No dia 28, ele recebe o colega colombiano Juan Manuel Santos para um encontro bilateral. O mesmo deve ocorrer com a brasileira Dilma Rousseff e a argentina Cristina Kirchner.

A agenda intensa tem como objetivo desfazer as especulações em torno de sua saúde. Ele prometeu governar a Venezuela por mais 20 anos. As eleições presidenciais serão realizadas no segundo semestre de 2012.

CELAC

De acordo com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos irá consolidar a independência dos países da região.

A CELAC é uma proposta brasileira e para Bolívia, Cuba, Equador e Venezuela, irá substituir a Organização dos Estados Americanos (OEA) no diálogo regional.

Para o governo venezuelano, a CELAC é parte de um processo de integração que reduz por completo a influência norte-americana na América Latina. O mecanismo, de acordo com Maduro, soma-se à outra iniciativa com o mesmo propósito: a UNASUL.

“Hoje podemos dizer que a UNASUL vive um processo de consolidação do ponto de vista político, organizativo e é um dos grandes motores do passo histórico que daremos com a Cúpula da CELAC em dezembro”, afirmou Nicolás Maduro.

Proposta

Em dezembro, o Equador irá propor a criação de uma comissão de direitos humanos para atuar no âmbito da CELAC, como alternativa à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da OEA.

Para o presidente Rafael Correa, a CIDH não funciona porque é influenciada pelos Estados Unidos. Neste sentido, o Equador defende a criação de um mecanismo com os mesmos fins, mas com uma perspectiva diferente e distante de Washington.

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