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28/01/2015
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28/01/2015

Declaração de Belén

CELAC vai respaldar reeleição de brasileiro na FAO

Marcelo Rech, especial de San José, Costa Rica

Os presidentes dos 33 países que integram a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) assinarão na próxima quinta-feira, 29, a Declaração de Belén respaldando a reeleição de José Graziano da Silva como diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). As eleições ocorrem em julho.

Graziano foi responsável pelo desenho e a implementação, em 2003, do programa Fome Zero, implementada na gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes disso, ele já havia atuado como diretor-geral adjunto e representante da FAO para a América Latina e o Caribe entre 2006 e 2011.

O mandato de Graziano teve início em janeiro de 2012 e termina em 31 de julho deste ano.

Na tarde desta terça-feira, 27, ele participou da reunião de chanceleres da CELAC e disse que a meta de combate e erradicação da pobreza extrema na América Latina e Caribe depende diretamente dos governantes. "Um bom “plano tecnicamente precisa de vontade política”, afirmou.

O Plano de Ação 2015 – 2019 prevê reduzir de 11,5% para algo em torno de 5% os níveis de pobreza na região até 2025. De acordo com diplomatas presentes no encontro, há países na América Latina que mantém os mesmos índices de pobreza dos anos 90.

Declarações

Além da Declaração de Belén e do Plano de Ação, os presidentes firmarão outras 20 declarações especiais.

Como já é tradição, haverá declaração de apoio à soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas, de condenação ao embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba – neste caso, com uma exortação ao presidente norte-americano Barack Obama para que a retomada das relações com Havana inclua a derrubada do bloqueio –, de apoio às eleições presidencial e legislativa no Haiti, de apoio à Argentina contra os chamados “Fundos Buitres”, e de condenação à decisão dos Estados Unidos de aplicar sanções contra funcionários venezuelanos.

Por outro lado, não haverá nenhuma menção à crise política e econômica na Venezuela. 

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