Opinião

La Izquierda, el populismo y los Estados Unidos
02/06/2007
Comunicado Conjunto do Grupo Ampliado, à margem da
08/06/2007

Brasil – Venezuela

Celso Amorim evita dramaticidade e fala do incômodo com a Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, voltou a defender as instituições brasileiras depois da polêmica envolvendo o presidente venezuelano Hugo Chávez e o Senado brasileiro.

Amorim explicou que o embaixador do Brasil em Caracas, João Carlos Souza-Gomes manteve contatos com o próprio Chávez e o chanceler Nicolas Maduro e que o embaixador venezuelano no Brasil, Julio García Montoya, esteve no Itamaraty onde justificou as declarações de presidente venezuelano.

De Nova Delhi, o presidente Lula disse que trataria da questão quando retornasse ao Brasil. Celso Amorim informou que o governo da Venezuela se deu conta do incômodo provocado pelas declarações de Chávez.

Segundo ele, “Chávez de certa maneira não deixou de registrar de que houve um incômodo de nossa parte. Mas ao mesmo tempo procurou justificar. Que ele tenha sua visão, tudo bem. O nosso incômodo foi sobretudo da maneira como foi dito. Espero que seja uma nuvem passageira. Vamos aguardar como essas coisas evoluem.”

O Itamaraty espera que nos próximos dias Caracas envie sinais mais conciliadores, mas o importante, de acordo com o ministro, é que o tema seja tratado sem excessos de dramaticidade. Ele também afirmou que o governo brasileiro já disse o que tinha de ser dito.

O presidente Lula defendeu a decisão do Senado, que aprovou uma moção pedindo que Hugo Chávez revisse a decisão de não renovar a concessão da rede RCTV. De acordo com Lula, a moção não foi grosseira nem exigiu nada do governo da Venezuela.

Garcia sai em defesa de Chávez

O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia saiu em defesa do presidente Hugo Chávez. Segundo ele, a decisão não violou nenhuma lei ou norma constitucional e a Venezuela é um dos países que mais preza a liberdade de imprensa.

Garcia também acompanha Lula à Índia e foi um dos mentores do Grupo de Amigos da Venezuela, que em 2003, contribuiu para que Chávez retornasse ao poder depois de uma tentativa de golpe. Chávez acusa a RCTV de ter estado por trás dos golpistas.

Por outro lado, Marco Aurélio Garcia considerou “inadequado” o tom usado por Chávez para atacar o Senado e enfatizou que o Brasil não vai esquentar a polêmica. Segundo ele, “estamos interessados em manter as relações do ponto de vista político e econômico com a Venezuela”.

Garcia revelou que, por determinação do presidente Lula, o Brasil não opina sobre temas internos de outros países, particularmente dos seus vizinhos. “Temos que preservar as nossas relações com todos os países da América do Sul porque estamos engajados no Mercosul e na União de Nações Sul-Americanas. Para nós, esse é um incidente que fica por aqui”, concluiu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *