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Economia Regional

08 de abril de 2016
por: InfoRel

Brasília - A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) atesta que a China e os países latino-americanos buscam aumentar a integração comercial. De acordo com Sebastián Rovira, representante da CEPAL, a China reorienta sua economia para converter-se definitivamente em “líder da inovação”. “Uma das principais tarefas para tirar proveito desta maior integração, não somente comercial, mas integração produtiva com a China, tem que ver com um maior fortalecimento das capacidades e as habilidades dos nossos países”, afirmou.



Rovira participa em Lima das discussões em torno das perspectivas econômicas da América Latina para 2016 em associação com a China. Ainda de acordo com a CEPAL, as relações comerciais entre ambos aumentou 22 vezes desde 2000.



A CEPAL destacou ainda que os créditos concedidos pela China nos últimos dez anos para os países latino-americanos alcançaram os US$ 94 bilhões, consolidandos-se como principal prestamista da região, superando todos os organismos financeiros internacionais.



Por outro lado, a comissão entende que na área de desenvolvimento produtivo, os países da região precisam melhorar a sua capacidade por meio de políticas públicas específicas. A CEPAL destaca que a Argentina, Brasil e Chile são os países mais desenvolvidos da região, mas que a América Latina ainda conta com uma população de 168 milhões de pobres.



Para a CEPAL, os países latino-americanos devem aproveitar as mudanças que o país asiático vem experimentando em matéria econômica, depois que decidiu reorientar sua capacidade produtiva exportadora para a consolidação do seu mercado interno, destacou Julio Chan, coordenador peruano no Fórum de Cooperação Econômica Ásia – Pacífico (APEC). “É uma questão concreta para a América Latina seguir aproveitando as mudanças que está promovendo a China para continuar com este círculo virtuoso”.



De acordo com informe da CEPAL, a China consolidou-se como principal sócio comercial do Brasil, Chile e Peru. No entanto, o auge desta relação concentrou-se em matérias primas que representam 73% das exportações da região para a China.



O estudo apresentado em Lima revela ainda que em 2030 a China terá mais de 200 milhões de habitantes com educação superior, duplicando a América Latina que contará com 90 milhões.


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