Mundo

Diplomacia
24/10/2016
Diplomacia
24/10/2016

Economia

CEPAL e OIT registram efeitos da desaceleração no mercado de trabalho

Brasília – A desaceleração econômica na América Latina e o Caribe registrou um significativo aumento na taxa de desemprego e uma deterioração geral dos seus indicadores, revelam a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio de uma análise conjunta.

O informe do primeiro semestre de 2016 sobre a Conjuntura Trabalhista da região, oferece uma visão pouco otimista. De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) regional ficará em torno de -0,9% durante o ano. Além disso, a contração incidiu em uma queda de 0,6 pontos percentuais na taxa de ocupação urbana.

Para o segundo semestre, a nível regional não se prevê uma melhora significativa da situação. A contração do PIB regional e o seu impacto na demanda por trabalho demonstra uma tendêncai de queda interanual da taxa de ocupação.

“Por outro lado, a expansão dos empregos informais, sobretudo o trabalho por conta própria, atenuaria este impacto em termos quantitativos, mas refletiria uma deterioração da qualidade do emprego”, revela o estudo da CEPAL e OIT. A previsão é que haja aumento da taxa de desemprego urbano regional que deve terminar o ano em 8,6%.

Para os especialistas dos dois organismos, o desempenho negativo é fortemente influenciado pela situação no Brasil e o seu peso na região. No entanto, todos os demais países da América do Sul, com exceção do Peru, sofrem incrementos na taxa de desocupação.

Na América Central e Caribe, com exceção de Panamá e Trinidade e Tobago, a taxa de desemprego reduziu-se. Os resultados do estudo foram discutidos em Santiago durante o Seminário Proteção e Formação: instituições para melhorar a inserção trabalhista na América Latina e Ásia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *