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Chanceler defende atuação brasileira em acordo com

Chanceler defende atuação brasileira em acordo com Irã

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira, um dia após o Brasil aderir às sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, que Teerã acena para novas negociações sobre a questão nuclear.

Amorim ressaltou que os esforços empreendidos pelo Brasil em prol de um acordo diplomático não foram em vão.

Pelo acordo que teve ainda o respaldo da Turquia, o Irã enviaria àquele país 1,2 mil quilos de urânio bruto e receberia posteriormente, a mesma quantidade enriquecida a 20%.

O combustível seria utilizado para fins médicos.

Para Brasil e Turquia, o acordo alcançado em Teerã atende às exigências feitas pelos membros do Conselho de Segurança.

“Acho que o esforço não foi inútil. Temos um começo de conversa. O Irã tem dito que quer voltar a negociar. Tenho ouvido de vários países do Ocidente que eles querem voltar [a discutir o assunto]. Outros [países do Ocidente] não são tão claros. Se isso ocorrer [retomada das negociações com o Irã], só terá sido possível que houve essa declaração”, afirmou Amorim.

O ministro também revelou que o governo iraniano não respondeu à oferta do Brasil de conceder asilo político à Sakineh Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte por apedrejamento.

Celso Amorim voltou a defender a decisão brasileira de oferecer asilo político à iraniana. Na sua avaliação, trata-se de um gesto humanitário que poderia contribuir com a imagem do Irã perante o resto do mundo.

“O fato é que a situação dessa moça, inclusive em função da ameaça de apedrejamento e do suposto delito de que ela é acusada é uma coisa que choca a sensibilidade do brasileiro como a do mundo todo”, disse o ministro.

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