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América do Sul

27 de agosto de 2010
por: InfoRel

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, que a América do Sul precisa formar um bloco econômico forte para enfrentar o mercado global.



 



Ele participou das comemorações pelos 50 anos da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), no Palácio Itamaraty.



 



Na sua avaliação, um grande bloco sul-americano será importante para dar mais força ao Brasil no cenário internacional.



 



Segundo ele, “nessa economia de grandes blocos do mundo, União Européia, Estados Unidos, China e Índia, que são blocos em si mesmo, o Brasil tem força, mas terá mais força se estiver unido aos países da região”.



 



No entanto, Celso Amorim não acredita que isso seja viável no médio prazo.



 



Por isso, defende o aprofundamento do Mercosul, que reúne Argentina, Uruguai e Paraguai e que tem Bolívia e Chile como associados e a Venezuela em processo de adesão.



 



Compromisso regional



 



Para o ministro, além de formar um bloco com seus vizinhos, o Brasil precisa ajudá-los a se desenvolverem, contribuindo para um ambiente pacífico na região e a abertura de mercados para os produtos e serviços brasileiros.



 



“Quando você faz um empréstimo para construir uma estrada na Bolívia ou no Paraguai, você enfrenta resistências. Pergunta-se por que estamos fazendo na Bolívia e não no Nordeste. Porque aquilo nos interessa. Desenvolver o mercado sul-americano é de grande interesse para o Brasil. É importante porque eles são mercados para a indústria brasileira. Eles geram emprego no Brasil”, afirmou.



 



O ministro reconheceu a importância de se resolver a questão do superávit brasileiro nas negociações comerciais regionais. O Brasil tem um superávit “brutal” nas relações com todos os vizinhos, com exceção da Bolívia.



 



Segundo ele, “temos que descobrir como eles podem vender para nós, porque não há relação que seja estável com um desequilíbrio permanente desse tipo”.



 



Política Externa



 



O ministro das Relações Exteriores aproveitou o evento para defender mais uma vez a política externa brasileira.



 



Na sua opinião, o Brasil praticou nos últimos anos, uma política externa “ousada”, aproximando-se de países como Líbia, Síria e Irã.



 



“Fizemos coisas que as pessoas não estavam acostumadas a ver o Brasil fazer”, disse.



 



Para o chanceler, o Brasil é um país grande, que deve atuar “com independência, sem medo e sem ter de pedir licença para cada ação".



 



"Podemos discutir e consultar, como se faz na política interna, como se faz na vida, mas sem submissão”, afirmou.



 



Celso Amorim destacou que o Brasil tem assumido um papel importante em questões internacionais, como as negociações com o Irã e os diálogos de paz entre palestinos e israelenses.



 



Ele citou a iniciativa do negociador palestino Saeb Erekat de pedir a participação do Brasil nas negociações entre Israel e Palestina, junto com o Quarteto (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU) e outros países, como a Noruega, a China e nações árabes.

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