Brasília, 19 de novembro de 2018 - 06h23

Política Externa

05 de janeiro de 2015
por: InfoRel
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Brasília – Em seu discurso de posse, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, prometeu recuperar o prestígio do Itamaraty. Com 40 anos de carreira no Serviço Exterior brasileiro, Vieira se definiu como um profissional da diplomacia e afirmou que a chancelaria brasileira – “uma das melhores e mais profissionais chancelarias do mundo” – é um patrimônio nacional.



“Quero afirmar aqui meu compromisso com o aprimoramento e modernização dos métodos de trabalho do Itamaraty, com o fortalecimento e o aprimoramento da Carreira Diplomática e das demais carreiras do Serviço Exterior. As questões centrais de seleção, formação, progressão funcional, remuneração, circulação entre postos e aperfeiçoamento profissional ao longo da carreira, precisam ser enfrentadas, à luz dos objetivos e do alcance da política externa, com o propósito de preservar e valorizar o extraordinário capital humano do Ministério e dele extrair o melhor rendimento para o conjunto da sociedade”, afirmou.



Além disso, referindo-se aos diplomatas que servem no exterior, “nas trincheiras da nossa diplomacia, muitas vezes sob a pressão de imensas dificuldades e sentindo-se distantes”, garantiu que buscará apoiá-los em tudo para que possam enfrentar os permanentes desafios materiais que vivem os postos no exterior.



Embora fortemente criticado internamente, o ministro demissionário foi elogiado por Vieira. De acordo com o novo chanceler, “sob a condução de Figueiredo, o Itamaraty continuou a ser instrumento para que o Brasil aprofunde sua inserção internacional como protagonista nas mais distintas áreas temáticas, sempre em harmonia com a nossa identidade sul-americana, o multilateralismo e a prevalência do direito internacional”.



Na sua avaliação, a presidente Dilma Rousseff, em seu discurso de posse traçou as linhas gerais da política externa que deseja ver executada em seu segundo mandato. “É um discurso que valoriza a agenda internacional do Brasil e a encara com sentido de pragmatismo e de projeto nacional. Ele será o nosso plano de trabalho, a partir do qual consolidaremos ou alteraremos estratégias de atuação a fim de atuar em plena sintonia com os objetivos do Governo”, explicou.



Segundo ele, “trataremos de consolidar a América do Sul como espaço de integração em todos os âmbitos e ampliar esforços no mesmo sentido com o restante da região; os laços com o mundo desenvolvido – Estados Unidos, União Europeia e Japão; as relações com os BRICS e com os países emergentes; com nossos irmãos da África e do Oriente Médio, em especial com os países de língua portuguesa; com todos os membros da comunidade internacional. Continuaremos atuando com grande engajamento nas Nações Unidas, na OMC, no G-20, nas negociações sobre o Clima e sobre a governança da Internet, entre tantas outras frentes”.



Ele adiantou ainda que o Itamaraty sob seu comando irá redobrar os esforços na área do comércio internacional “para abrir, ampliar ou consolidar o acesso mais desimpedido possível do Brasil a todos os mercados do mundo, promovendo e defendendo o setor produtivo brasileiro e coadjuvando suas iniciativas e ajudando, onde for possível, a captar investimentos”.



Mauro Vieira também lembrou que a presença diplomática brasileira “expandiu-se de forma sem precedentes, e constitui um extraordinário instrumento de promoção dos interesses nacionais que precisamos gerir. Estaremos atentos às necessidades de cada posto, às suas prioridades de atuação, às instruções que devem receber, ao papel insubstituível de cada Embaixada, Missão ou Consulado na estratégia externa que o Brasil deve seguir”.



O novo Secretário-Geral, espécie de vice-ministro, será o Embaixador Sérgio França Danese, atual Subsecretário-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior.


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