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Chanceler será chamado para explicar apoio do Brasil ao Plano de Paz proposto pelos EUA para o Oriente Médio

Chanceler será chamado para explicar apoio do Brasil ao Plano de Paz proposto pelos EUA para o Oriente Médio

07 de fevereiro de 2020 - 09:08:30
por: Marcelo Rech
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Brasília – O Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, falará à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, sobre a posição brasileira em relação ao Plano de Paz e Solidariedade proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retomar o processo de paz no Oriente Médio. Em nota emitida no dia 29 de janeiro, o Itamaraty expressou o apoio brasileiro à proposta.

A data para o comparecimento do ministro ainda está sendo negociada, mas a ideia dos membros da CRE é conhecer em detalhes as razões pelas quais o Brasil apoia a proposta rejeitada pelos palestinos. Também interessa saber como e se o país pretende ter algum protagonismo nas discussões sobre o tema.

Nesta quinta-feira, 6, se encerram os dois dias de discussões do Grupo de Trabalho sobre Questões Humanitárias e de Refugiados, criado por ocasião da Conferência de Varsóvia, em fevereiro de 2019, para Promover um Futuro de Paz e Segurança no Oriente Médio, onde nasceu o chamado Processo de Varsóvia.

Em reunião da CRE, no dia 12 de junho do ano passado, os senadores discutiram a possibilidade de recomendar ao governo brasileiro, instalar a sua embaixada junto a Israel em Jerusalém Ocidental e, ao mesmo tempo, a embaixada do Brasil junto à Palestina em Jerusalém Oriental. Na avaliação do senador Espiridião Amin (PP-SC), a medida também serviria para honrar a palavra do brasileiro Osvaldo Aranha na Assembleia Geral da ONU, que também estabeleceu um Estado especial para Yerushaláyim, a cidade da paz.

“O presidente Trump disse que quer colocar a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, onde já colocou, e a embaixada da Palestina no bairro de Abu Dis, também em Jerusalém. Quer dizer, até o Trump já está querendo isso”, lembrou o senador.

“Eu acho que nós temos que procurar a paz, e a paz não pode ser ignorar a história do Brasil nessa questão dos dois Estados, Israel e Palestina, independentemente de preferência, de credo, de aspectos outros. Então, convidar o ministro para explicar essa mudança da posição do Brasil não significa contestar. Agora, ignorar isso, creio, seria uma irresponsabilidade”, explicou.