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Comunidade Sul-Americana

19 de abril de 2005 - 17:38:00
por: InfoRel
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Os chanceleres dos paà­ses da América do Sul, reunidos nesta terça-feira na primeira reunião formal da Comunidade Sul-Americana de Nações, aprovaram três declarações ao final do encontro.

Eles manifestaram preocupação com a crise polà­tica no Equador e endossaram apoio para que o Peru obtenha um assento não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

No final da tarde, os chanceleres foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, quando foi assinado o convênio entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil com a Finep, para a execução de estudos técnicos sobre onze projetos de integração fà­sica.

Participaram do encontros, os chanceleres do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, além do novo Secretário-Geral da Associação Latino-Americana de Integração [ALADI], o ex-chanceler uruguaio Didier Opertti; o ex-presidente argentino Eduardo Duhalde, presidente do Comitê de Representantes do Mercosul; o Secretário-Geral da Comunidade Andina, Allan Wágner; o presidente da Corporação Andina de Fomento, Enrique Garcia; o diretor da Secretaria do Mercosul, Reginaldo Arcuri; o Secretário do Comitê Intergovernamental Coordenador dos paà­ses da Bacia do Prata, Hélio de Macedo Soares, e a Secretária-Geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, Rosalà­a Arteaga.

Os chanceleres apelaram para que a sociedade civil equatoriana em conjunto com a classe polà­tica do paà­s, busquem uma solução pacà­fica para a crise institucional que atinge o Equador.

Eles manifestaram preocupação com relação a ordem democrática no paà­s, uma vez que o presidente Lucio Gutierrez encontra-se cada vez mais isolado.

Na declaração, reafirmaram apoio à  candidatura peruana a um assento não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, durante o perà­odo de 2006-2007. No final, saudaram o aniversário da Declaração de Independência da Venezuela.

Em setembro, os presidentes sul-americanos devem reunir-se no Rio de Janeiro para institucionalizar a criação da Comunidade Sul-Americana de Nações.

Segundo a ALADI, os paà­ses que representarão a futura comunidade, formarão um mercado comum de 361 milhões de consumidores, espalhados em quase 18 milhões de quilômetros quadrados. No último ano, o comércio exterior da região alcançou US$ 181 bilhões de dólares.