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Chanceleres da UNASUL realizam missão à Venezuela

Chanceleres da UNASUL realizam missão à Venezuela

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, integrará a Comissão de Chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) que se reunirá em Caracas nos dias 25 e 26 de março. De acordo com o Itamaraty, a Comissão de Chanceleres da UNASUL foi estabelecida em 12 de março, por ocasião de Reunião Extraordinária do Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores da UNASUL, em Santiago, “para, em nome da organização, acompanhar, apoiar e assessorar um diálogo político amplo e construtivo na Venezuela”.

A princípio, a missão deveria viajar apenas em abril, mas como as tensões não param de aumentar naquele país decidiu-se por acelerar o envio do grupo com o objetivo de buscar-se uma solução para a crise política que já dura mais de um mês.

A crise política é agravada com o desabastecimento que atinge chavistas e não chavistas, razão pela qual, o governo venezuelano aprovou a aquisição de 430 mil toneladas de alimentos do Brasil por cerca de US$ 1,8 bilhão.

O ministro da Alimentação da Venezuela, Félix Osorio, explicou que serão adquiridos carne, frango, leite em pó e margarina. Ele revelou ainda que a estratégia envolverá outros países. No total, serão adquiridas 2,3 milhões de toneladas de alimentos durante o ano.

O governo venezuelano prevê ainda “sobreabastecer” o país nos próximos quatro meses quando pagará à Argentina, US$ 715 milhões por 844 mil toneladas de leite em pó, arroz, milho branco e amarelo, derivados da soja, margarina e atum.

Em janeiro, o índice de desabastecimento atingiu 28% de acordo com números do Banco Central da Venezuela.

Por outro lado, estima-se em US$ 2 bilhões a dívida do governo venezuelano com fornecedores brasileiros. Por esta razão, o acesso a divisas para o pagamento de compromissos internacionais foi tratado numa mesa de trabalho entre o governo e o setor privado.

As reuniões já realizadas foram consequência da Conferência de Paz iniciada para solucionar a crise no país, que já produziu 31 mortos e centenas de feridos. O governo venezuelano informou que os protestos geraram perdas materiais da ordem de US$ 10 bilhões.

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