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15/03/2014
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15/03/2014

Crise Política

Chanceleres da UNASUL vão buscar o diálogo político na Venezuela

Brasília – Os ministros das Relações Exteriores dos países da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) decidiram nesta quarta-feira, 12, em Santiago, criar uma comissão para acompanhar, assessorar e apoiar o diálogo político entre o governo e a oposição no país. Uma comissão, composta por chanceleres, será criada para acompanhar os diálogos na Venezuela e, segundo declaração, uma reunião deverá ocorrer até a primeira semana de abril.

A Venezuela entra na quarta semana seguida de protestos que já vitimaram quase 30 pessoas e resultaram na prisão de mais de 1,5 mil, incluindo um dos principais líderes de oposição, Leopoldo López. Cerca de 90 delas, apenas nas últimas 48 horas.

Na nota, divulgada após encontro dos chanceleres em Santiago, a UNASUL expressa condolências e solidariedade aos parentes de vítimas. E diz rejeitar os atos de violência ocorridos em meio aos protestos na Venezuela durante este mês. O órgão defendeu a liberdade de expressão e reunião pacífica no país.

Diz a Declaração firmada pelos ministros de Relações Exteriores: “Ratificando o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais, incluindo a liberdade de expressão e reunião pacífica, circulação e livre trânsito, saúde e educação, como condições essenciais ao desenvolvimento do processo de integração sul-americana”.

Além disso, o Conselho de Ministros exortou às “forças políticas e sociais do país a privilegiarem o diálogo democrático e constitucional, assim como a concordância”. “Reafirmamos que qualquer demanda deve ser canalizada de forma pacífica, pela via democrática, respeitando o Estado de Direito e suas instituições”, enfatiza do documento.

Para o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, o resultado do encontro “marcou a coesão e o apoio ao diálogo, à paz e à concórdia na Venezuela”. Ele espera que todas as forcas políticas venezuelanas participem do diálogo, que será apoiado e mediado pela recém-criada comissão.

Já o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, agradeceu o apoio dos onze ministros, mas deixou claro que Miraflores não pretende recuar em nada. “O governo não tem que fazer mea culpa. O governo está enfrentando democraticamente com força legal, diferencial e proporcional do Estado venezuelano uma tentativa de derrubada”.

Em Caracas, o presidente Nicolás Maduro, anunciou na quarta-feira, 12, que convocará uma Conferência Nacional de Segurança para discutir que medidas serão implementadas para neutralizar as ações desestabilizadoras. Segundo ele, financiadas pelos Estados Unidos.

Maduro garantiu que não permitirá chantagens para seguir no poder e responsabilizou a extrema-direita pelo desabastecimento que agrava a crise no país.

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