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Comércio Exterior
01/11/2016
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01/11/2016

Política

Chanceleres do MERCOSUL decidem dar seguimento à situação da Venezuela

Brasília – Os ministros de Relações Exteriores da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, países fundadores do MERCOSUL, decidiram realizar um seguimento da situação da Venezuela com o processo de mediação iniciado pelo Vaticano e os ex-presidentes da República Dominicana, Leonel Fernández, e do Panamá, Martín Torrijos, e o ex-primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. Susana Malcorra, José Serra, Rodolfo Nin Novoa e Eladio Loizaga, se reuniram rapidamente em Cartagena, na sexta-feira, 28, à margem da Cúpula Ibero-americana para tratar do tema.

O Paraguai queria a aplicação da Cláusula Democrática contra a Venezuela, mas os países fundadores do MERCOSUL decidiram dar mais tempo ao país para ver se o diálogo com a oposição avança e produz algum resultado objetivo. No entanto, os quatro países do MERCOSUL entendem que a suspensão do referendo revocatório do mandato do presidente Maduro representa uma quebra da ordem democrática na Venezuela.

Na semana passada, os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e do Uruguai, Tabaré Vázquez, avaliaram que a Venezuela não pode ser parte do MERCOSUL numa situação com esta. Além disso, a decisão da Assembleia Nacional de iniciar um processo político contra o presidente, agrava a situação interna da Venezuela.

Os quatro países fundadores do MERCOSUL também questionam o papel da UNASUL, especialmente do seu Secretário-Geral, Ernesto Samper, um aliado do chavismo, mas preferiram aguardar mais uma semana antes de tomarem uma decisão dura contra a Venezuela.

Venezuela rebate críticas do Chile e Peru sobre crise no país

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, rebateu as críticas formuladas pelos governos do Chile e do Peru em relação à crise política naquele país. No final de semana, os dois países andinos emitiram comunicados em que expressam preocupação com a ruptura democrática na Venezuela.

Na avaliação de Rodríguez, os dois países seguem uma orientação ingerencista desenhada em Washington como forma de se preparar o terreno para uma possível intervenção na Venezuela.

Em nota, a chancelaria venezuelana lembra que o país respeita a soberania entre os Estados, “a não intervenção em assuntos internos e a livre determinação dos povos”. Para o governo de Nicolás Maduro, o comunicado emitido pelo Peru no dia 29 de outubro, “emite falsos juízos sobre os assuntos internos de um Estado democrático, soberano e independente como a Venezuela”.

Diz ainda que “comunicados com este teor em nada contribuem com a estabilidade e tranquilidade dos dois povos cujos nexos históricos estão acima das pretensões imperiais”.

Já o pecado chileno foi ter firmado juntamente com Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, uma nota no dia 26, sobre a situação na Venezuela.

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