Brasília, 10 de dezembro de 2018 - 08h02

Política

08 de abril de 2016
por: InfoRel
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Brasília - Os ministros de Relações Exteriores dos países membros do MERCOSUL serão convocados para uma reunião extraordinária com o objetivo de discutir exclusivamente os rumos da crise política brasileira. Por defesa da Bolívia, Equador e Venezuela, não se descarta suspender ou expulsar o país do bloco por suposta violação à Cláusula Democrática em caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff.



Para a chanceler argentina Susana Malcorra, essa reunião poderia acontecer a qualquer momento. Ela afirmou na segunda-feira, 21, que seria oportuno realizá-la antes da chegada à Buenos Aires, do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que realizou visita a Cuba e aterrizou na Argentina no final da manhã da terça-feira, 22.



Na semana passada, o chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa, enviou uma carta aos demais colegas chamando a atenção para a crise política no Brasil e a necessidade de todos saírem em defesa da presidente Dilma Rousseff. A medida não foi bem recebida pela diplomacia brasileira, mas também não provocou nenhuma reação da oposição.



O Secretário-Geral da UNASUL, Ernesto Samper, é outro que vem advogando em defesa da presidente brasileira e do ex-presidente Lula. Ele já emitiu dois comunicados em nome do bloco mesmo sem consultar todos os membros e cobrou respeito à dignidade do ex-presidente brasileiro.



De acuerdo com Malcorra, “a preocupação é clara: que um país do peso e do tamanho do Brasil seja afetado por uma crise institucional é algo que nos preocupa a todos, e que possa encontrar-se uma saída dentro dos marcos institucionais é importante para nós; não se pode negar o impacto econômico que tudo isso significa para a região e o que queremos evitar é que haja uma desestabilização da região”, afirmou. Na sua avaliação, todo o processo precisar dar-se “dentro das pautas democráticas do Brasil, e nossa mensagem é que nada seja feito contra o que estebelecem as instituições democráticas e a Constituição”.



Ela não descartou que o Brasil seja suspenso ou expulso do MERCOSUL em caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff e que a crise no Brasil seja tratada pelos presidentes Mauricio Macri e Barack Obama.



Morales, Maduro e Correa querem UNASUL na defesa do governo Dilma



Os presidentes da Bolívia, Evo Morales; da Venezuela, Nicolás Maduro; e do Equador, Rafael Correa, querem que a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) saia em defesa do governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo Morales, “Brasil e Venezuela estão sob ataques judiciais y protestos organizados pelas oposições nestes países”.



Na quinta-feira, 17, o presidente da Venezuela fez um chamado via redes sociais para que os movimentos revolucionários em todo o mundo saiam em defesa de Dilma e Lula. No início do ano, ele havia revelado que estava fazendo consultas com líderes regionais sobre como agir contra o que chama de “golpe midiático-judicial” no Brasil.



Já o líder boliviano que acaba de ser derrotado num referendo constitucional para disputar mais uma eleição, afirmou que a crise no Brasil é alimentada por agentes internos e externos “que estão provocando a democracia no continente com a pretensão de destruir a paz, que é um patrimônio regional. Quero expressar novamente este chamado para que uma reunião da UNASUL seja realizada para defender fundamentalmente a paz no Brasil e na Venezuela”, afirmou Morales.



Para o presidente da Bolívia, a UNASUL tem a obrigação de defender a democracia e respeitar as autoridades eleitas. “Nossa convocação de emergência e de urgência é para fazer uma avaliação e ver como podemos defender a democracia na região”, concluiu.



OEA defende a estabilidade democrática e a continuação da “Operação Lava Jato” no Brasil



O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luis Almagro, afirmou que a entidade defende a estabilidade democrática e a continuação da Operação Lava Jato no Brasil. Neste final de semana, ele  explicou que “no Brasil, a principal responsabilidade política e jurídica é a estabilidade das instituições e a garantia da plena vigência da democracia”.



Almagro manifestou ainda “um grande respeito pela presidente Dilma Rousseff, que demonstra um claro compromisso com a transparência institucional e a defesa dos ganhos sociais alcançados pelo país. Neste momento, a sua coragem e honestidade são ferramentas essenciais para a preservação e o fortalecimento do Estado de Direito,” acrescentou.



O chefe da OEA afirmou que “seu mandato constitucional deve ser garantido, de acordo com a Constituição e as leis, por todos os poderes do governo e todas as instituições do país, e qualquer deterioração da sua autoridade deve ser evitada, de onde quer que venha”.



No entanto, Almagro acrescentou que “é imperativo continuar a investigação da chamada Operação Lava Jato, atualmente em curso”. “O Estado de Direito requer que todos sejamos responsáveis e iguais perante a lei. Ninguém—repito ninguém—está acima da Lei,” insistiu.



“Por outro lado, nenhum magistrado está acima da lei, que deve aplicar, e da Constituição, que dá garantias ao seu trabalho. A democracia não pode ser vítima do oportunismo, mas deve ser sustentada pelo poder das ideias e da ética,” concluiu.



Luis Almagro que foi chanceler do Uruguai no governo de José Pepe Mújica, enfrenta fortes ataques dos presidentes da Venezuela, Bolívia e Equador, por cobrar mudanças nestes países em relação às respectivas oposições. O próprio Mújica que hoje é senador, já o criticou por suas posições à frente da OEA.


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