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Crise Política

Chanceleres do MERCOSUL não fecham acordo para tratar da crise venezuelana

Brasília – Os ministros das Relações Exteriores dos países do MERCOSUL não conseguiram fechar um acordo em torno da reunião “emergencial” para tratar da crise na Venezuela pedida pelo Paraguai. Prevista para o início deste mês, o encontro seria realizado no dia 27, mas já foi transferido para julho sem data fixada.

A crise política e institucional venezuelana vem dividindo os países da região. Nesta quarta-feira, 22, o governo de Nicolás Maduro pedirá o cancelamento da reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) que tratará do assunto. Caso não seja possível evitar o encontro, a Venezuela tentará pelo menos que a OEA não invoque a Carta Democrática Interamericana que poderá resultar até mesmo na sua expulsão da entidade.

O chanceler paraguaio Eladio Loizaga reconheceu as dificuldades em reunir os demais colegas José Serra, do Brasil, Susana Malcorra, da Argentina, e Rodolfo Nin Novoa, do Uruguai. Ele também descartou participar da reunião convocada pela UNASUL para esta quinta-feira, 23, em Mitad del Mundo, Equador, evento que acabou sendo cancelado pela própria entidade dada a falta de interesse dos demais chanceleres da região.

Em Brasília, o Itamaraty tampouco confirmou se o ministro José Serrra participaria do encontro onde a UNASUL busca construir consenso em torno do diálogo entre governo e oposição na Venezuela, o que vem sendo trabalhado pelo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o panamenho Martín Torrijos, e o dominicano Leonel Fernández. 

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