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Integração Energética
19/01/2017
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19/01/2017

Política

Chanceleres do SICA discutem situação migratória em fórum regional

Brasília – Representantes dos governos que formam parte do Sistema de Integração Centro-Americana (SICA), se reuniram nesta terça-feira, 17, na Cidade da Guatemala em um fórum regional para defender os direitos humanos dos migrantes. Participaram do encontro chanceleres, vice-chanceleres e membros das comissões de Relações Exteriores das Assembleias e dos Parlamentos da região.

O ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Carlos Raúl Morales, e a presidente do Parlamento Centro-Americano (Parlacen), Priscilla Weeden de Miró, conduziram os trabalhos com o objetivo de analisar o presente e o futuro das questões migratórias regionais..

Carlos Vicente Ibarra, vice-ministro de Relações Exteriores da Nicarágua, explicou que os países do SICA compartilham um “efeito borboleta”. Segundo ele, “os sentimentos e interesses são os mesmos, mas é necessário deixar de lado as diferenças e promover uma unidade de enfoques para obtermos um mesmo resultado”.

Para a vice-ministra de Assuntos Consulares e Migratórios da República Dominicana, Merjorie Espinosa, explicou que as causas que provocam a migração são a pobreza, insegurança e desemprego. Ela também pediu calma ante as ameaças do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de iniciar um processo massivo de deportações de migrantes.

Ela defendeu que os países membros do SICA trabalhem em conjunto com a nova administração norte-americana, sem prejuízo das políticas migratórias que decidam implementar.

“Seguiremos trabalhando com os Estados Unidos para que se respeitem os direitos das pessoas”, afirmou. A postura dominicana encontra respaldo no Panamá onde a diretora-geral de Política Exterior do ministério de Relações Exteriores, Nicole Wong, destacou ainda que esta situação é de crise migratória e humanitária que precisa ser solucionada.

Na sua avaliação, “é preciso abordar em profundidade este tema porque estas pessoas que emigram são aproveitadas por traficantes de seres humanos que põem em risco suas vidas”.

Também o chanceler salvadorenho, Hugo Martínez, fez um apelo para que haja unificação regional entre os poderes Executivo e Legislativo, e também do Parlacen, para o enfrentamento do tema migratório.

Este será um dos temas a ser debatidos a partir do dia 20, nas reuniões preparatórias para a V Cúpula dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), a ser realizada na República Dominicana. O Instituto InfoRel de Relações Internacionais e Defesa fará a cobertura do evento direto de Punta Cana.

Triângulo Norte

A América Central, em especial o chamado Triângulo Norte, é uma das zonas mais violentas do mundo, o que junto com a falta de oportunidades obriga a que muitos migrem, principalmente para os Estados Unidos.

Mesmo de saída, o presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ao Congresso um aporte de US$ 750 milhões de ajuda à América Central, dentro do orçamento de 2017, que serão somados aos outros US$ 750 milhões já aprovados do Plano de Aliança para a Prosperidade.

De acordo com fontes do Departamento de Estado, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve vetar a ajuda apesar do seu discurso fortemente antiimigrantes. O Plano de Aliança para a Prosperidade pretende melhorar econômica e socialmente os países do triângulo Norte como forma de desestimular a migração justamente para os Estados Unidos.

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