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Chávez não crê, mas admite diálogo com os EUA

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, concluiu na tarde desta quinta-feira sua primeira viagem oficial ao Brasil e afirmou que a América Latina passa por uma transformação que pode ser interpretada como um terremoto político.

No encontro que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez voltou a defender a construção do gasoduto do sul e comemorou a assinatura de quatro acordos de cooperação energética firmados entre a Petróleos da Venezuela (PDVSA) e a Petrobras.

Da reunião de trabalho, participaram os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, além dos ministros da Energia da Venezuela, Rafael Ramírez, de Relações Exteriores, Nicolas Maduro.

Integração

Para Hugo Chávez, a cooperação energética firmada entre Brasil e Venezuela fortalece a integração regional, tema que pretende discutir com os colegas Nestor Kirchner, da Argentina, e Tabaré Vázquez, do Uruguay, países que visita antes de ir para a Bolivia para a II Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações, que será realizada em Cochabamba, nos dias 8 e 9.

PDVSA e Petrobrás pretendem intensificar a atuação na região petrolífera do Rio Orinoco e também no refino de petróleo. O primeiro acordo firmado entre as duas compañías prevê a construção de barcos para o translado de produtos refinados.

As duas estatais também atuarão na identificação de oportunidades de negócios na Plataforma Deltana e na maximização dos conteúdos nacionais de bens e serviços.

Segundo Chávez, “realizamos uma excelente reunido, uma das melhores em todos esses anos com Lula, os chanceleres, os ministros e os presidentes das nossas estatais petrolíferas”, afirmou.

Diálogo com os Estados Unidos

O presidente da Venezuela comentou que vê com interesse positivo a possibilidade de dialogar com os Estados Unidos, uma vez que o subsecretário de Estado norte-americano para a América Latina, Thomas Shannon, reconhece que há democracia na Venezuela.

Para Chávez, trata-se de algo que todo o mundo sabe e que só agora os Estados Unidos parecem admitir. Apesar da sinalização, ele voltou a afirmar que a administração Bush é decadente.

Antes de admitir que gostaria de manter boas relações políticas com os Estados Unidos, Hugo Chávez declarou que “achamos que é um governo imperialista que atropela, que lança sinais, os quais nós acolhemos, mas sem muitas esperanças de que haja uma relação de respeito”.

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