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07/08/2015
Atualidade
08/08/2015

Integração Comercial

Chile defende aprofundamento das relações entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico

Brasília – O ministro de Relações Exteriores do Chile e ex-embaixador do país no Brasil, Heraldo Muñoz, afirmou que a Aliança do Pacífico (AP), “quer avançar em um diálogo com o Mercosul porque o Chile também tem interesse no Atlântico, nos investimentos no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai”. Segundo ele, “há corredores bioceânicos que envolvem esses países que nos parecem absolutamente fundamentais”, explicou em seminário organizado pela Americas Society e o Council of the Americas, em Santiago.

Muñoz adiantou que os países da AP têm trabalhado com Argentina, Brasil e Paraguai para privilegiar os corredores bioceânicos. “Um deles sai de Porto Murtinho, no Mato Grosso, no Brasil, chega ao Paraguai, passa pela Argentina e conclui em Paso Jama para Antofagasta, Iquique e Arica”.

Outro sai de Porto Alegre, passa pela Argentina e sai em Água Negra onde será construído um túnel que o ligará a San Juan, na Argentina e Coquimbo e La Serena, no Chile.

Heraldo Muñoz destacou ainda que o Chile “tem impulsionado um entendimento pragmático entre os dois blocos, não para uma fusão, porque isso seria um absurdo dadas as diferenças tarifárias e reguladoras entre Mercosul e Aliança do Pacífico, mas sim uma agenda concreta que o Chile defende e que há sido tratada em pelo menos duas reuniões”, afirmou.

Na sua avaliação, os avanços entre os dois blocos devem respeitar a independência de cada um para que estes se fortaleçam de acordo com as velocidades pertinentes. Segundo ele, o Chile tem interesse nos dois Oceanos e quer ser ponte para os países do Mercosul com a Ásia Pacífico.

Entre as diferenças apontadas por Heraldo Muñoz entre os dois blocos, está o fato de que a AP se define como um bloco comercial sub-regional. Já o Mercosul inclui uma zona de livre comércio, acordos de tarifa comum e diversos mecanismos de complementação produtiva e de integração econômica, social e cultural.

O chanceler chileno lembrou ainda que os investimentos chilenos no Brasil totalizam mais de US$ 34 bilhões enquanto que o comércio bilateral chega aos US$ 9 bilhões.

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