Brasília, 15 de novembro de 2018 - 13h49

Poder Político e Econômico

30 de abril de 2012
por: InfoRel
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Brasília - Os Estados Unidos ainda são o principal sócio comercial da América Latina, mas já não influenciam mais a região como no passado. Diante desse quadro, a China decidiu apostar nos países latino-americanos e já é a principal parceira de Argentina, Brasil, Chile e Peru, e a segunda de Costa Rica, México e Uruguai.



Entre 2001 e 2011, o volume de comércio da China com a América Latina saltou de US$ 15 bilhões para US$ 182, 1 bilhões, um crescimento superior aos 28%.



As relações comerciais da China com a América Latina têm duas vezes mais dinamismo que suas relações com o restante do mundo.



No entanto, essas relações comerciais registram importantes déficits para os latino-americanos.



No ano passado, o comércio cresceu muito por conta da crise que atinge os Estados Unidos e a União Européia, parceiros tradicionais da região.



Se o ritmo for mantido, em 2014, a China será o segundo destino e todas as suas exportações latino-americanas, desbancando a União Européia.



Pauta



Cerca de 55% das vendas chilenas para a China são de cobre, 53% das vendas argentinas são de soja, 78% das vendas venezuelanas são de petróleo e 39% das vendas peruanas são também de cobre. Com a Colômbia, 60% é petróleo e derivados. Do Equador, além do petróleo, a China compra peixes, camarões e derivados de cobre. Os dois países agora negociam a venda de bananas.



Especialistas acreditam que a China precisa diversificar os produtos que importa e a América Latina necessita esforçar-se para vender outros produtos àquele mercado.



O Chile começou esse processo em 2006 com a assinatura de um Tratado de Livre Comércio com a China. Com isso, conseguiu incluir na pauta de exportação, o vinho, celulose, salmão e frutas.



O Brasil e a Argentina também seguem por esse caminho, incluindo a exportação de carne, frango, milho, derivados de leite e produtos industrializados de soja, na pauta. O Peru, com um TLC está impulsionando as vendas de farinha de peixe e abacate.



Como apenas 9% das terras chinesas são agriculturáveis, a América Latina percebeu que a venda de alimentos pode ser uma importante alternativa comercial. A China concentra 20% da população mundial.



Daí que o país também está comprando terras na região. Na província de Rio Negro, na Patagônia argentina, foram adquiridos 330 mil hectares de terras. Os chineses investiram ali cerca de US$ 1,5 bilhão e asseguraram a exclusividade na compra da soja por 20 anos.



Ainda na Argentina, especula-se que a China esteja negociando sua participação na exploração de hidrocarbonetos. A Repsol que teve uma de suas subsidiárias recentemente expropriada pelo governo argentino, já negociava a venda de suas operações para a chinesa Sinopec.



Já a China National Offshore Oil Corporation deve investir US$ 25 bilhões para explorar a zona hidrocarburífera argentina.



A China também empresta dinheiro aos países latino-americanos. A Venezuela paga com 400 mil barris de petróleo diários, os US$ 40 bilhões que recebeu para investir em infra-estrutura petroleira.



Para a Bolívia, foram entregues US$ 250 milhões para o lançamento do satélite Tupac Katari, destinado às telecomunicações.



O Equador tomou US$ 7 bilhões emprestados nos últimos dez anos. Os recursos devem ser investidos na construção de seis hidrelétricas. A exemplo da Venezuela, Quito paga com barris de petróleo.



Com o objetivo de fomentar confiança, a China firmou acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para criar uma plataforma de investimentos para a América Latina e o Caribe, com um orçamento de US$ 1 bilhão para projetos sustentáveis.


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