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07/09/2015
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07/09/2015

Estratégia

China cria fundo de US$ 10 bilhões para cooperação industrial com a América Latina

Brasília – O Banco de Desenvolvimento da China e a Administração Estatal de Divisas Estrangeiras, informou nesta quarta-feira, 2, que o país acaba de criar um fundo de US$ 10 bilhões para a cooperação industrial com a América Latina.

O Fundo Chinês-Latino-Americano de Investimento para a Cooperação em Capacidade Produtiva priorizará projetos de manufaturas, novas tecnologias, agricultura, energia e infraestruturas.

No entanto, os recursos serão aplicados em projetos cujos benefícios sejam mútuos.

Em janeiro, a China já havia anunciado que investiria US$ 250 bilhões nos próximo dez anos em todos os países latino-americanos. O anúncio foi feito na inauguração do Diálogo China – CELAC, realizado no início do ano naquele país. Apesar da crise que atinge a economia chinesa, Pequim garante que os investimentos serão realizados.

Analistas acreditam que a China implementa uma estratégia que visa enfraquecer o papel dos Estados Unidos no mundo. A presença chinesa na América Latina já vem diminuindo significativamente a influência norte-americana na região, mas os chineses também apostam na África onde várias empresas já estão instaladas.

Ciência e Tecnologia

O setor de ciência e tecnologia é uma das áreas mais relevantes para futura cooperação entre o Brasil e a China. A avaliação é do embaixador Roberto Jaguaribe que assume o posto na Embaixada do Brasil na China a partir de outubro.

Segundo ele, "a China está investindo brutalmente [em ciência, tecnologia e inovação – CT&I], o país está numa transição de modelo econômico onde passa a dar mais relevância à área de serviços e também aos investimentos em CT&I e pesquisa. Isso cria potencial de cooperação, inclusive para fins de produção competitiva muito interessantes, e o ministro está plenamente interessado em desenvolver esse potencial", afirmou.

O diplomata fez menção ao Programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBers) como uma prova de sucesso da parceria entre os dois países. "Existe um interesse denso que se caracteriza inclusive pelo êxito da cooperação no Programa CBers, mas existem muitas outras áreas promissoras que ainda não foram suficientemente exploradas e a competência e a capacidade brasileira também ajuda a aumentar o potencial da relação nessas áreas", disse.

No mês passado, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast, na sigla em inglês) se reuniram para tratar sobre o detalhamento do sexto equipamento do Programa CBers. Esse foi o segundo encontro técnico entre as instituições brasileira e chinesa.

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