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11/03/2015
Comércio Exterior
11/03/2015

Comércio Exterior

China pressiona Brasil a identificar oportunidades de negócios

Brasília – O Brasil precisa ser realista e perceber que o benefício com o boom de commodities acabou. A expansão econômica da China, que chegou a ostentar dois dígitos, deve apresentar um crescimento entre cinco e seis por cento pelos próximos anos, projetou o especialista em mercados asiáticos Arthur Kroeber, da consultoria Dragonomics. E, segundo ele, o novo modelo de crescimento chinês sinaliza dificuldades para o Brasil que, nos últimos anos, se escorou nas exportações de commodities ao país em meio a elevados preços internacionais.

Segundo ele, “o problema é a composição desse crescimento, que vai ser muito diferente da composição do crescimento passado”. Kroeber falou sobre a China e suas relações com o Brasil em palestra organizada pelo Conselho Empresarial Brasil-China na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em sua opinião, o novo modelo chinês se baseia na expansão da classe média e no consumo interno.

Kroeber afirmou ainda que o Brasil precisa encontrar novas frentes de comércio bilateral com a China para compensar as perdas com o fim do boom dos preços de commodities. “A principal mensagem para o Brasil deve ser realista. O enorme benefício que o país desfrutou principalmente na década passada não voltará”, garantiu.

“O ponto chave é identificar novas oportunidades na mudança da estrutura da demanda chinesa e descobrir de onde vocês podem tirar proveito”, alertou o especialista a empresários e representantes do setor privado, no encontro na Fiesp.

Para o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, a nova demanda chinesa por produtos manufaturados pode ser uma oportunidade para o Brasil.

“Entendemos que a China entra em uma nova fase de seu desenvolvimento e vai se tornar um grande importador não apenas de bens primários. Isso é oportunidade para a indústria brasileira”, afirmou.

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