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China pretende investir US$ 30 bilhões na América Latina

China pretende investir US$ 30 bilhões na América Latina

03 de junho de 2019 - 14:24:11
por: Marcelo Rech
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Brasília – No momento em que a Guerra Comercial entre Washington e Pequim oscila sem dar mostras de que está perto do seu fim, a China decidiu investir US$ 30 bilhões nos países latino-americanos através do Fundo de Investimentos para a Cooperação Industrial China - América Latina (CLAI). A informação é do vice-presidente executivo do CLAI, Huang Jinyuan.

Segundo ele, o capital inicial será de US$ 10 bilhões, dos quais US$ 8.5 bilhões serão aportados pela Reserva de Divisas Estrangeiras da China e o restante, US$ 1.5 bilhão, será desembolsado pelo Banco de Desenvolvimento da China. O objetivo é promover vantagens industriais da China para satisfazer as demandas dos países da região e, com isso, fortalecer a cooperação e os laços políticos e econômicos.

Huang Jinyuan revelou que a China tem especial interesse nas áreas que compreendem alta tecnologia, infraestrutura, indústria manufatureira, energia e mineração, cooperação financeira e agricultura. O CLAI Fund exerce cooperação através de investimentos de capital, de dívida, de fundo e de empréstimo.

“Estamos diante de um fundo de investimentos a médio prazo e a longo prazo na América Latina e no Caribe”, afirmou. Atualmente, o CLAI Fund investe na central hidroelétrica do Paraná, com US$ 600 milhões, e no projeto de energia hidroelétrica Duke Energy Brasil, com participação do Grupo Três Gargantas.

O CLAI Fundo foi constituído em Pequim no dia 16 de junho de 2015. Um mês antes, o primeiro-ministro, Li Keqiang, havia proposto promover a cooperação internacional na América Latina durante a Cúpula Empresarial China – Brasil. Nasceu com o propósito de impulsionar a cooperação industrial internacional, assim como as relações comerciais e econômicas.

Desta forma, o CLAI Fundo interage com os bancos comerciais nacionais e internacionais, bancos de investimentos e organizações internacionais, além de manter uma estreita relação com os ministérios e as embaixadas latino-americanas na China.

“Estamos abertos à cooperação através do desenvolvimento conjunto e o investimento de empresas nacionais e estrangeiras, instituições financeiras e organismos internacionais”, concluiu Huang Jinyuan.