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China reforça presença na América Latina com cúpula empresarial

Brasília – A China deu, nesta terça-feira, 11, mais um passo para reforçar a sua presença na América Latina com o lançamento da XII Cúpula Empresarial, em Lima, Peru. O evento acontecerá nos dias 1º e 2 de dezembro na cidade de Zhuhai, província de Guangdong.

O governo chinês pretende, com este evento, afiançar a relação comercial com os países latino-americanos e caribenhos, além de elaborar de forma coerente uma agenda de desenvolvimento.

Participaram do lançamento da cúpula, o presidente da Associação de Exportadores do Peru (ADEX), Juan Varilias, o vice-ministro de Comércio Exterior, Edgar Vásquez, e o presidente da Câmara de Comércio Peruano – China, José Tam Pérez.

De acordo com Juan Varilias, o setor privado deve gerar as propostas para aproveitar melhor os acordos comerciais, entre eles o Tratado de Livre Comércio que o Peru firmou com a China e que é revisado periodicamente.

A nova estratégia de desenvolvimento da China não se limita a aspectos comerciais e prioriza a implementação de programas de colaboração com os países parceiros a fim de fazer funcionar novas capacidades produtivas, o que também acaba impactando positivamente nas exportações.

Na visão de Varilias, os empresários da região têm uma dupla responsabilidade no processo de integração com a China. Uma seria fortalecer a sua competitividade para diversificar a sua oferta; e participar ativamente no desenho de políticas que permitam adquirir novas capacidades produtivas.

O setor privado tem discutido como propor aos governantes latino-americanos e caribenhos, políticas setoriais e programas de cooperação que fomentem o investimento e o comércio. A percepção é que a região conta com uma grande riqueza natural que pode acrescentar muito à relação com a China, mas peca na falta de infraestrutura para conectar o próprio território de maneira competitiva.

Enquanto o setor privado se movimenta, os governos da região parecem não se entender. No âmbito do MERCOSUL, por exemplo, Argentina, Brasil e Paraguai querem a conclusão do acordo de livre comércio com a União Europeia, enquanto o Uruguai, que preside o bloco, defende uma negociação com a China.

Também parece inerte o diálogo China – CELAC, apesar do anúncio, feito em 2015, de que a China iria aportar, durante uma década, o equivalente a US$ 250 bilhões em projetos de infraestrutura na região.

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