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Civis são os principais alvos do conflito colombia

Civis são os principais alvos do conflito colombiano

De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o conflito armado na Colômbia continua afetando dezenas de milhares de civis vítimas de ameaças de morte, ataques diretos e recrutamento forçado.

Em 2008, o CICV forneceu alimentos e utensílios domésticos para 73 mil deslocados, um aumento de 10% com relação a 2007.

Nesse período, o CICV e a Cruz Vermelha colombiana ampliaram sua capacidade de chegar às famílias deslocadas nas áreas afetadas pelo conflito no departamento de Nariño, no sudoeste do país.

No entanto, o número de famílias também aumentou devido à presença de novos grupos armados em certas partes do país, gerando mais confrontos pelo controle de território.

Segundo Christophe Beney, chefe da delegação do CICV na Colômbia, “infelizmente, muitos civis na Colômbia ainda são alvos dos portadores de armas. Em 2008, o CICV registrou mais de 1.600 alegações de violações ao direito humanitário, incluindo 300 execuções sumárias, 205 ataques diretos contra civis, 289 desaparecimentos e 83 situações de deslocamentos forçados. Essas estatísticas demonstram que as partes em conflito não estão fazendo o suficiente para assegurar que seus combatentes poupem e protejam os civis e aqueles que não mais participam das hostilidades”.

De acordo com seus procedimentos padrões de trabalho, o CICV tratou, confidencialmente, com as partes em conflito suas preocupações com relação a essas alegações de violação ao Direito Humanitário Internacional, visando a que cessassem e evitassem que acontecessem novamente.

No ano passado, para salvarem suas vidas, milhares de pessoas nas zonas rurais não tiveram outra opção senão deixar suas casas e seus pertences e tentar reconstruir suas vidas em outro lugar, quase sempre em favelas.

Dois de cada três deslocados que receberam ajuda do CICV dizem que foram ameaçados de morte; um de cada dez foi ameaçado de recrutamento forçado nos grupos armados, informou o Comitê.

É também preocupante que 50% das pessoas que recebam auxílio do CICV sejam crianças e adolescentes e que 20% das famílias tenham apenas a mãe como ganha-pão. As mulheres e as crianças são particularmente vulneráveis à exploração e ao abuso sexual quando obrigadas a se deslocar.

Como o combate entre as Forças Armadas e os grupos irregulares se mudou em direção às áreas remotas de montanhas e selva e para a costa do Pacífico, as comunidades indígenas e afro-descendentes foram severamente afetadas.

O CICV atua na Colômbia desde 1969. Seu principal objetivo é aumentar o respeito ao Direito Humanitário Internacional, em particular, por parte de todos os grupos armados para os civis poderem estar mais bem protegidos.

Atualmente, a delegação emprega 377 funcionários em 14 escritórios em todo o país.

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