Brasília, 11 de dezembro de 2018 - 21h41

Investimentos

17 de julho de 2014
por: InfoRel
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Brasília – Os empresários chineses que participaram do Seminário Empresarial Brasil – China tiveram a oportunidade de conhecer investimentos em agronegócio, infraestrutura e no setor industrial brasileiro. O evento foi organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT). O encontro foi realizado na sede da CNI, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (16).



Em 2013, o comércio entre os dois países chegou a mais de US$ 80 bilhões. A intenção é aumentar a participação da China em infraestrutura, agronegócio e na indústria.



Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, este é um momento especial nas relações entre brasileiros e chineses. “Estamos comemorando 40 anos de uma bem sucedida parceria entre os dois países. As relações econômicas entre Brasil e China passam por uma transformação qualitativa e quantitativa”, afirmou.



Durante discurso de abertura do seminário, o presidente da CNI citou os números que colocaram a China como o maior parceiro comercial do Brasil.



Em 2010, os chineses anunciaram a intenção de investir US$ 70 bilhões no Brasil. Desse total, US$ 10 bilhões já foram aplicados. Diante desse cenário, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, destacou outras oportunidades de investimentos na área de infraestrutura (telecomunicações, energia e logística). Ele lembrou de um possível aumento na demanda por fornecedores e bens de serviços.



Coutinho disse ainda que, devido à competitividade consolidada, a base de exportação atual (mineral e commodities agrícolas) vai continuar oferecendo oportunidades de investimento.



Agronegócio



O agronegócio também quer atrair os chineses. Para o diretor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Eduardo Correa Riedel, os dois países se complementam.



“Em relação ao desenvolvimento do setor de agronegócio, nós temos um défict de infraestrutura e logística. E nesse ponto a China pode contribuir muito. Ela tem experiência em projetos nessa área, tem recursos e pode ajudar o Brasil a fazer esse investimento tão necessário para a competitividade”, disse. Apenas no ano passado, o Brasil exportou mais de US$ 20 bilhões em agronegócio para a China.



O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, lembrou que é preciso explorar melhor a relação entre Brasil e China. “Nós temos mantido, por algum tempo, uma posição defensiva contra a China. Agora, chegou o momento de ter uma relação mais propositiva. Precisamos esclarecer os pontos divergentes que podem facilitar e aumentar o comércio e os investimentos.”



Abijaodi também disse que o seminário Brasil-China aproxima os investidores e pode ajudar na queda de barreiras comerciais. O diretor da CNI ainda apontou setores que podem ser ampliados na relação comercial com os chineses. O estudo foi feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China.



“Nós temos oportunidades de aumentar exportações em alimentos e na área médico-hospitalar, onde temos muitos equipamentos. Precisamos pensar nos setores onde somos mais competitivos, ou que possamos trazer competitividade do mercado chinês”, finalizou.



Banco



A criação do Banco de Desenvolvimento dos países do BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - anunciada nesta terça-feira, 15, e com previsão para começar a funcionar em 2016, surge com muitas expectativas por parte dos empresários dos cinco países do grupo.



Ele aparece como uma das principais soluções para impulsionar o comércio e investimentos entre essas nações. O tema foi um dos assuntos com maior destaque durante os encontros empresariais promovidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) paralelamente à realização da VI Cúpula dos BRICS, em Fortaleza, nestas segunda e terça-feira (14 e 15).



Para o presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial do BRICS, José Rubens De La Rosa, o banco precisará atuar não apenas no financiamento de projetos de infraestrutura e trocas de divisas.



“Espero e defendo que, por trás de todo esse processo, a gente possa caminhar também para a parte de garantias de empréstimos de terceiros e para a troca de dinheiro”, disse ao Portal da Indústria.



O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, acredita que a formação do banco é um dos principais avanços do trabalho que vem sendo realizado pelo BRICS desde que foi criado, em 2009.



O encontro do Conselho Empresarial desta terça-feira, 15, representantes de grandes empresas dos cinco países do grupo discutiram mecanismos para reduzir burocracias e facilitar a comunicação dos executivos, visando melhorias na atuação conjunta. Uma das soluções propostas é um site, apresentado pela delegação chinesa, que reunirá informações sobre o BRICS.



 



A criação e manutenção de empregos nos países receptores de investimentos e a atuação de empresários em grupos de trabalho também tiveram espaço nas discussões de hoje. José Rubens De La Rosa, que é CEO da Marcopolo, falou sobre os próximos passos dos executivos do BRICS.



Com sede em Xangai, na China, o conselho de diretores do banco de desenvolvimento do BRICS será presidido primeiramente pelo Brasil. A Índia ficará com a presidência geral, que é rotativa e será trocada a cada cinco anos. Segundo a presidente Dilma Rousseff, o banco terá as funções de financiar infraestrutura e atuar no contigenciamento de reservas internacionais.



Essa linha de contigenciamento, chamada de Arranjo Contigente de Reservas (CRA) terá um montante de US$ 100 bilhões e vai funcionar como uma espécie de fundo anticrise dos países do BRICS.


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