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CNI critica MERCOSUL e UE por não celebrarem acordo de livre comércio

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou o MERCOSUL e a União Europeia (UE) por não celebrarem o acordo de livre comércio que vem sendo negociado desde 1999. Para a entidade, os dois blocos “perderam uma oportunidade estratégica”.

Na visão do setor produtivo, o acordo é essencial para que ambos os blocos possam promover a integração do comércio internacional. A CNI informou ainda que a indústria brasileira seguirá a agenda de negociações com mercados como Canadá, EFTA, Japão e México. O acordo de livre comércio permitirá, por exemplo, a eliminação gradual de tarifas de importação hoje aplicadas pela União Europeia a produtos brasileiros, defende a CNI.

“A indústria brasileira, assim como seus parceiros do MERCOSUL, esteve muito engajada e flexível nas negociações em torno de um entendimento entre MERCOSUL e a União Europeia e considera que o fechamento de um acordo de livre comércio entre os dois blocos é fundamental para garantir uma maior integração no comércio internacional. O acordo também é importante para recuperar a competitividade industrial e promover o mercado tanto para o MERCOSUL quanto para o empresariado europeu”, informou a entidade.

Para a Confederação Nacional da Indústria, os dois blocos perderam uma oportunidade estratégica ao não celebrarem um acordo político na reunião entre ministros realizada no dia 19 de julho, em Bruxelas, “sobretudo pela pouca flexibilidade do bloco europeu”, assinala a CNI.

“A União Europeia não demonstrou a flexibilidade necessária e apenas apresentou propostas e demandas antigas. Na visão da indústria, os europeus estão perdendo uma oportunidade estratégica em um momento em que o populismo e o protecionismo estão crescendo no mundo”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

No entanto, a entidade ainda acredita que o acordo possa ser concluído antes do final do ano. O acordo político é um passo definitivo em direção ao fechamento do tratado de livre-comércio, que passaria a depender de ajustes técnicos. Abijaodi revelou ainda que a indústria mantém o compromisso com a abertura econômica por meio de acordos comerciais e trabalhará para o aprofundamento dessas negociações também com os países da América do Sul.

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