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Angra 3

CNI promove seminário para discutir Energia Nuclear

Na próxima quarta-feira, 4, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reunirá empresários, ministros e representantes da indústria, para discutirem a retomada do programa de geração nuclear.

Segundo a CNI, o consumo de energia elétrica no Brasil deverá crescer em torno de 5% ao ano até 2015. Para suprir essa demanda, a matriz energética terá de ser expandida e diversificada, como forma de diminuir a dependência que o país tem das usinas hidrelétricas.

Uma das alternativas seria investir na produção de energia nuclear. Atualmente, este tipo de energia corresponde a apenas 2% do total energético nacional.

De acordo com o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, “dificilmente haverá uma fonte de energia que represente solução única de forma sustentável e a longo prazo para um país. O próprio exemplo brasileiro, cujo sistema elétrico foi por muito tempo baseado essencialmente na fonte hídrica e hoje passa por uma transformação para tornar-se um sistema hidrotérmico, reforça essa tese”, afirmou.

Apesar de não encontrar consenso dentro do governo, o investimento em energia nuclear é considerado viável por especialistas no setor, sobretudo porque o Brasil possui a sexta maior reserva mundial de urânio.

Para a CNI, a alternativa de ampliação está no projeto da usina Angra 3, onde já foram investidos US$ 800 milhões. O Ministério de Minas e Energia informou que serão necessários US$ 1,8 bilhão para que a usina seja concluída.

Márcio Zimmermann, Secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia afirmou que “o consumo de energia deverá aumentar 5,1% ao ano até 2015. A hidroeletricidade não será capaz de suprir toda a necessidade e, por isso, dependemos de outras alternativas”.

Ele revelou que o Plano Energético 2006-2015 está próximo de ser concluído e o governo pretende incluir recursos para a conclusão de Angra 3, prevista para janeiro de 2013.

Confirmaram presença no evento os ministros Silas Rondeau, de Minas e Energia, Marina Silva, do Meio Ambiente e Waldir Pires, da Defesa, além dos presidentes da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Odair Dias Gonçalves.

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